Vasculhando os arquivos do Design Blog, encontrei um dos artigos mais antigos que eu tinha escrito sobre web design. Lendo ele, percebi o quanto a web evoluiu nestes 5 anos. Vamos relembrar os erros que a gente cometia e rir daquele passado vergonhoso.
O artigo “O que não fazer ao criar um site” é datado de 2007, e a data é bem aparente no conteúdo. Muito do que fazíamos naquela época, felizmente não fazemos mais.
Sim, cometemos novos erros agora. Mas pelo menos evoluímos, e isto fica bem aparente. Vamos ver o que mudou nestes longos 5 anos:
1. Jamais altere o tamanho do browser do usuário
Antigamente (nossa! Nem foi tanto tempo assim!), alguns sites pediam para que o usuário clicasse em um botão para acessar a página inicial. Isto abria uma nova janela que era redimensionada para o gosto do desenvolvedor. Quem tivesse resolução de tela menor, teria que se virar.
Com a popularização do site responsivo (o site adequa-se a resolução do usuário), este problema parece ter desaparecido.
Status: extinto.
2. Não enrole o usuário antes dele entrar no site
Antes tínhamos as famosas páginas com introduções em Flash. Muitos pediam para que a gente aguardasse o carregamento antes de poder pular para o site propriamente dito.
Outros sites também tinham as opções de “acessar o site ou acessar o blog”. Por sorte, a grande maioria parou com isto, dando foco a um ou outro e deixando a outra opção acessível por um menu global.
Sim, ainda existem alguns sites que enrolam o usuário antes de entrar, mas é cada vez menos.
Status: em risco de extinção.
3. Não faça o usuário ter que decidir entre Flash e HTML
Não sei dizer se o responsável pela extinção foi o crescimento nas conexões rápidas ou se desenvolvedores criaram vergonha na cara, mas está quase impossível encontrar sites que pedem para escolher se você quer acessar uma versão HTML ou a em Flash.
Graças a popularização do HTML5 e de bibliotecas JavaScript (como o jQuery), vários efeitos usados no Flash são reproduzíveis no HTML.
Status: extinto.
4. Não faça sites inteiramente em Flash se você pretende vender algo
Quando digo “vender algo”, não digo só em questão de eCommerce. Qualquer empresa que dependa do site para vender seu produto não pode utilizar Flash. É um código pesado, não é muito seguro, a acessibilidade não é das melhores, sem contar que não roda muito bem em aparelhos móveis (que, convenhamos, é parte integral do nosso presente).

A Adobe anunciou em 2009 que estava deixando de dar suporte ao Flash para aparelhos móveis, focando nas novas tecnologias oferecidas pelo HTML5. Isso foi como assinar o certificado de óbito do Flash para sites.
Não estou dizendo que a tecnologia está morta; jogos no Facebook, por exemplo, ainda dependem muito dele para funcionar. Mas, para sites no geral, tornou-se inviável.
Status: em risco de extinção.
5. Não tente reinventar a navegação do seu website
Colocar o menu principal no rodapé ou colocar ícones enigmáticos é algo que deixamos de fazer. Claro que existem os sites experimentais, mas no geral a navegação está sempre no topo da página ou do lado esquerdo da tela.
Status: extinto.
6. Design web é diferente de design gráfico
Quando eu trabalhava no xCake, ainda via muitos designers gráficos querendo dar uma de web designer. Fontes que ficariam legais em impressos e que não eram usáveis em web, navegação experimental, falta de considerações em relação a interface do usuário…estas coisas eu via com certa frequencia.
Ainda defendo que web é diferente de impresso. Web design não sobrevive sem o design gráfico, mas o contrário não é válido. Web engloba tudo que aprendemos em gráfico, e mais materias extras. Mas infelizmente, nem todo mundo entende isto. Pessoas que não tem noção do assunto ainda acham que conseguem criar um site.
Status: ainda vivo.
7. Seu site precisa ser acessível em outros navegadores
Hoje em dia, não existe muita diferença entre como o Firefox, Chrome, Safari e até a versão mais nova do Internet Explorer renderizam os sites. Isto se dá principalmente pelo suporte que estas empresas estão dando aos web standards.

Existem códigos que são ainda browser-specific (para apenas aquele navegador), mas faça um site em HTML5 e veja ele funcionar em todos os navegadores. Sites que não funcionam em todos os navegadores são restritos a desenvolvedores web que pararam no tempo.
Status: extinto.
8. Textos piscantes, marquees, Frontpage, pop-ups, etc
Graças aos deuses, a grande maioria dos usuários conseguem reconhecer hoje em dia a diferença entre um site decente e um criado em 1999. O Microsoft Frontpage por exemplo não é atualizado desde 2007 – só um louco iria depender de um software tão antigo para desenvolver um site. A maioria dos navegadores bloqueia pop-ups nativamente, então é algo que já sumiu também. Textos piscantes e marquee são coisas que não vejo a algum tempo. Felizmente.
Status: extinto.
Leia aqui a parte 2 do artigo

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