A Lei de Fitts é uma daquelas teorias que ninguém sabia que existia, mas mesmo assim sempre praticou. Afinal de contas, o que uma regra destas – que surgiu em 1954 – tem a ver com o web design de hoje?

Na ergonomia, a Lei de Fitts (“Fitts’ law“) é um modelo de movimento humano que prevê o tempo necessário para rapidamente mover a uma área designada com base na distância e tamanho desta área.
Publicado por Paul Fitts em 1954, a Lei de Fitts é usada como modelo para o ato de apontar no mundo real (por exemplo, com uma mão ou dedo) e no mundo virtual (em computadores, como por exemplo com um mouse). Afinal de contas, o que diz a Lei de Fitts e por que ele está sendo usado muito hoje em dia na web?
O que diz a Lei de Fitts?
Em termos simples e aplicados ao web design, a Lei de Fitts diz que quanto maior a área de um objeto clicável em relação com a distância que precisa ser percorrida pelo ponteiro do mouse, mais fácil é de clicá-lo.
Ou seja, se um botão (ou qualquer elemento clicável) tiver um tamanho maior e uma distância maior de qualquer outro elemento da tela, a probabilidade de clicar em um elemento errado é menor. Embora isto pareça ser óbvio, muita gente não entende isto.

Distância maior = menos chance de erro
A Lei de Fitts é uma equação que pode predizer quanto tempo demora para que você aponte seu mouse (ou dedo, em casos do mundo real) baseado no tamanho e distância do objeto.
Qual é a equação da Lei de Fitts?
Matemáticamente, a equação é a seguinte:

Equação da Lei de Fitts
Onde:
- T = Tempo de movimento. Ou seja, o tempo que decorre desde o início até o final do evento.
- a, b = Variáveis. Neste caso, a representa o tempo de início/término da ação e b representa a velocidade do mouse ou mão. Essas constantes podem ser determinadas experimentalmente colocando uma linha reta como exemplo.
- A = distância do movimento do início ao centro do alvo (ou botão).
- W = largura do alvo/botão ao longo do eixo do movimento.
Mas o que significa tudo isto?
“Ok Canha, agora você poderia explicar isto em português? Qual a aplicação dele no design de interfaces ou web design?”.
Certo, querido leitor. O tempo que leva ao usuário clicar em algo é medido através do tamanho do objeto a ser clicado e da distância percorrida (no caso do web design, com o mouse).
Se você quiser que o usuário dê mais importância a um determinado objeto, você deve levar em conta que uma área maior e distância menor (do ponteiro do mouse) equivale a um tempo menor para o click. Ou seja, há um senso de facilidade maior devido ao pouco tempo consumido.
Já se você quiser dificultar uma ação (click indesejável, por exemplo), vale o contrário: área menor e distância maior (do ponteiro do mouse). Isso faz com que o tempo gasto para se clicar naquele objeto seja maior, dando mais tempo ao usuário processar se é realmente necessário aquela ação (a de limpar todos os campos de um formulário, por exemplo) e evitando que erros sejam cometidos.
Aí vai algumas outras conclusões as quais você pode chegar aplicando a Lei de Fitts:
- Botões e outros controles de interface com um tamanho razoável são facilmente clicáveis
- Botões e outros controles de interface com um tamanho razoável têm menos chance de serem clicados “sem querer”.
- As bordas de tela do computador são os lugares ideais para se ter botões e outros controles importantes (mais sobre isto no próximo artigo).
- Menus abertos são acessados de forma mais rápida que menus pull-down, já que o usuário não precisa mover o mouse mais do que o necessário.
- Menus em forma de torta são mais rápidos de acessar
No artigo de amanhã, vou exemplificar como que a Lei de Fitts pode ser aplicada ao web design. Fique ligado!
Pingback: Tweets that mention Entendendo a Lei de Fitts | Design.Blog.br -- Topsy.com
Pingback: Aplicando a Lei de Fitts | Design.Blog.br
Pingback: Um pouco sobre a Lei de Fitts « nadine's blog
Pingback: Lei de Fitts « evilyntonello
Pingback: Lei de Fitts | ldpisani
Pingback: Lei de Fitts « eduardovicentedasilveira
Pingback: Formulas matemáticas para um design perfeito - Design Blog
Pingback: Formulas matemáticas para um design perfeito | Praça do Conhecimento