Artigo de um colaborador do blog falando sobre os designers, empresas e cursos que acham que design gráfico é o mesmo que web design.
Este artigo comporta-se como um protesto contra designers que desdenham o web design e acham-se capazes de criar um site como um impresso. Estendem-se as empresas que incentivam seus designers GRÁFICOS a produzirem layouts sem instruí-los sobre essa nova área, muitas vezes longe da abordada em seus cursos. E, sobretudo, os cursos superiores de Design, que em sua maioria não abordam o tema com a devida importância, contratando professores despreparados, com o intuito de apenas completar a grade curricular.
O web design é uma especificação do Design digital que se equivale ao gráfico e produto.

Web design
O projeto de uma interface para web interage com muitas outras áreas além da visual, como é de costume na produção de um cardápio ou de um flyer ou uma peça gráfica em geral. É nessa linha que surgem os primeiros tropeços da falta de informação destes pseudo-webdesigners.
Acostumados a tratarem apenas do visual, deixam de lado a premissa mais importante da web hoje, o UCD(design centrado no usuário), que trata-se em priorizar os diferentes tipos de usuários avaliando suas capacitações e limitações.
A internet reproduz o mesmo site de diversas maneiras, as cores e a resolução mudam de monitor para monitor, a renderização de browser para browser, a velocidade de navegação de usuário para usuário, interferindo diretamente na percepção visual da página, ao contrário de um material impresso. Não apenas as limitações de hardware, deve-se compreender que falando de internet, tratamos de padrões rígidos que para serem quebrados devem ser estudados e testados de forma a descobrir seu sucesso. Denominamos de acessibilidade esses padrões invisíveis que se repetem em vários sites e tornam-se comuns, habituando o usuário. Por exemplo, a barra de busca encontra-se preferencialmente ao lado direito e ao topo; para retornar à página principal, normalmente clicamos na logo da empresa.
Tais fundamentos estão inseridos no usuário e muda-los drasticamente, tornará sua interface não-intuitiva, obrigando o usuário a pensar e exigindo uma curva de aprendizado para a navegação. No final frustrando-o.
Uma interface digital necessita interação e dinamismo, tudo acontece muito rápido, estamos há um click de outro site, a pressa ao usar o computador faz com que o usuário não tenha uma leitura atenta e navegue a partir da tentativa e erro. É preciso resumir e sintetizar a informação, de modo que seja encontrada rapidamente. Tendo agora mais uma área envolvida no projeto de um website denominada de “Arquitetura da informação”.
Passado essa turbulência, ainda temos mais um obstáculo pela frente, o programador, ou seja, aquele que irá desenvolver o front-end do website, tirá-lo do layout e aplicá-lo. Por ser apenas um designer e não um web designer ele não tem domino de xhtml e CSS, ferramentas básicas para criar a estruturação e a estilização da página, projetando-a como um impresso, alinhando todos os itens de um menu à esquerda e o último, por capricho, a direita.
Na montagem do layout é necessária mais uma classe para poder alinhar esse ultimo item, adicionando linhas de código ou até mesmo uma imagem a mais, aumentando o tempo de produção do programador e deixando o site mais pesado.

Diagrama para o webdesign
A interface web trabalha com marcações que trazem a idéia de padrões. Todo o título deve ser estilizado de forma similar para facilitar a identificação do usuário na página(acessibilidade) e pelo modo com que as linguagens de
marcações trabalham. A partir do momento que este designer aprender a implementar seu próprio layout vai entender o funcionamento e projetar pensando na montagem. Minimizando o tamanho do site e agilizando processo de produção.
O motivo desse desdenho em relação ao web design está no fato de ser uma área nova que cresce em tamanho e faturamento, absurdamente. A falta de um mercado sólido abre brechas para qualquer fundo de quintal se aventurar na construção de websites e a falta de profissionais capacitados obriga ou abre oportunidade para o designer gráfico se adptar, porem essa adaptação muitas vezes vem com a falta de informação e domínio do assunto não levando atenção necessária. Bastando contratar alguém que implemente os layouts e estará pronto para web. Essa idéia muitas vezes agrada o cliente nas primeiras impressões, mas não os seus usuários, tornando o website falho.
Fique por dentro de muito mais!
Assine nosso feed RSS ou seguia o Design Blog no Twitter para ficar sempre ligado nas novidades no mundo do design!













27 comentários
Sou formado em Design Gráfico, trabalho como Web Designer há exatos 10 anos e concordo com algumas coisas. Mas o fato de o Designer Gráfico não entender muito de Web ajuda no sentido de criar novas soluções, de fugir do padrão e, de perceber falhas em nível de usuário.
Temos que respeitar padrões de usabilidade estabelecidos, porém temos que dar chance para o novo, imagine se todo o site tiver logotipo no canto superior direito, menu na lateral esquerda etc…
Abraço
Matéria excelente parabens. Faço Design Digital na Anhembi e sei dessa diferença.. webdesigner não é gráfico, porém um gráfico caso queira se especializar na web é bemvindo! Mas a função do designer para web é sim estudar de como produzir e montar um site de acordo com suas necessidades.
Bem legal a matéria, mas só tem uma coisa que eu tenho que ressaltar.
Apesa de ser pouco comum existe ainda uma interseção no grupo Designers e Desenvolvedores, o que deveria ser representado ali no ‘Diagrama para o webdesign’, que é justamente os Designers que sabem sobre desenvolvimento, ou no caso os Desenvolvedores que sabem de Design.
Se permite o comentário no nosso caro amigo Zeh é meio que uma prova dessa interseção ;)
Fantástico! Concordo 100%!
Aguardo mais posts sobre!
Concordo, em termos, com a matéria.
Pq o inverso tbem é verdade: Web Designers não são designers, por mais que possa parecer paradoxial. Muitos webs são bem mais ‘programadores’ do que outra coisa.
Saber todas as teorias do desgin não te faz um webdesigner. Mas saber todas as regras, usabilidades, CSS e tudo mais…não te faz um designer. São coisas distintas.
Tudo bem que todo webdesigner DEVERIA ter noção de design o que, infelizmente, não é verdade.
É como aquele sujeito que “mexe” no Corel (junto “mexe” com Corel na mesma frase e está feita a destruição) e se acha designer. Ele pode ser qualquer coisa, menos designer. O mesmo vale para webdesigner.
as duas profissões casam, mas um não é obrigado a manjar a profissão do outro, sou web designer sei desenvolver e criar, mas fechamento de arquivos, tipografica e os cambal não é comigo! prefiro desenvolver coisas para web e não pra gráfica ¬¬”
@Rodrigo: É preciso saber de web para poder conseguir quebrar esses padrões, se não você simplesmente irá criar um site em que o usuário se sente desconfortavel. Por isso a profissão se chama web designer, traz todo o conceito da profissão de designer e adiciona a especialidade em fazer web.
@Jonnyes: Na verdade o que prego neste artigo é que todo web designer precisa saber o front-end. Não necessariament que aplique seus proprios layouts mas deve ter conhecimentos para tal.
@Douglas Baldan: Creio que você não entendeu a matéria. Pois para ser um web designer é preciso saber as teorias de design, acessibilidade, arquitetura de informacao, usabilidade e html e css. Um web designer não é um progamador. O programador ou web developer é o responsável por programar(php, asp, jquery). A função de web designer é criar layouts e ter a capacidade de implementa-los.
A divisão de trabalho seria mais ou menos assim:
Web designer: Criação de layouts
Front-end: Implementação de layouts
Developer: Desenvolvimento dos sistemas
Sendo o ponto em comum dos dois o front-end pois cada um precisa desses conhecimentos para realizar seu trabalho eficientemente.
Sou Designer Gráfico pela Panamericana escola de arte e design, trabalho hoje como Webdesigner.
Penso eu que a palavra designer deveria ser removida do nome ao profissional que faz websites, penso que eu, como formado em Design Gráfico, poderia ser titulado Webdesigner, mas este título não deveria ser distribuído a qualquer um que manipula HTML, coisa do tipo. Deveria haver um outro título para o profissional que tem os conhecimentos de construção Web mas não tem formação/conhecimento de design, deveria chamar-se ‘Weber’ hehehe, aquele que domina estes fundamentos apenas. Essa mescla a qual o mercado tenta forçar não é legal. Apesar de acontecer comigo gostar, admirar e vivenciar as características de cada campo, eu aprecio os dois palcos, mas enxergo claramente isso e bato o pé que definitivamente Designers não são Webdesigners, e aplico o inverso do título também para definir melhor minha opinião: Webdesigners não são Designers. Inclusive, acho que este tom de cinza das fontes deste site está claro demais em cima desta área branca, à mim, está dificultando a leitura (:
A todos aqui de interesses em comum,
Um forte abraço e viva as divergências
Bom dia José Henrique.
Fiquei feliz ao ler este artigo e ver que não somente eu, mas muitas outras pessoas partilham do meu pensamento de que existe SIM uma segmentação dentro do Design.
Acredito que a falta de regulamentação da nossa área contribua muito para causar esses ruídos de entendimento entre as pessoas e até mesmo entre nós designers.
Gostei do gráfico que você postou sobre a segmentação também, para uma boa comunicação uma imagem diz mais do que diversos tópicos sobre o assunto.
Sou profissional de design a pelo menos 10 anos, formada em programação visual, a maior parte deles dedicada ao mundo offline, e de uns 2 anos para cá tenho me empenhado em entender melhor o mundo do online e suas particularidades, como usabilidade, SEO, interatividade, padrões e por ai vai, através de cursos de especialização, mas o que me incomoda um pouco é ver que nós designers temos que, além de exercitar nossa criatividade, que por si só já é muita coisa, temos que nos aventurar nos campos da programação para que possamos ter um perfil, tido pelas corporações, mais completo. Acho isso de certa forma errado, porque são áreas que parecem ser parecidas por envolver desenvolvimento mas que, estão inseridas em universos diferentes, apenas se completando.
Por isso acredito que seja essencial, que as empresas e até mesmo as escolas de formação tenham essa visão, pois acredito que com isso conseguirão obter mais qualidade em seus projetos, pois terão dois perfis de profissionais, cada um com sua expertise, colaborando para um projeto mais uniforme e voltado para quem de fato interessa, o USUARIO.
Excelente artigo. Sucesso!
Concordo com tudo que o autor disse. O Webdesign é uma área muito nova e por isso mesmo difícil de ser compreendida. Seja por centros de ensino, usuários ou empresas. E como é uma área que cresce absurdamente, muitas vezes a falta de pessoal qualificado abre espaço para leigos se aventurarem… e as consequências são péssimas… basta ver a web como um todo.
Eu mesmo, possuo “diploma” de webdesigner e programador HTML de um curso de 1999. Aquilo vale tanto como papel higiênico e não reflete em nada o conhecimento que eu tenho em webdesign e desenvolvimento front-end. Em apenas 11 anos todo o conhecimento em web mudou de água para o vinho.
E por tudo isso eu sempre penso duas vezes antes fazer uma graduação nessa área. Duvído que vou aprender algo novo ou mais atual. Sinceramente sempre recomendo a quem quer aprender webdesign, HTML, CSS e coisas do gênero, que comece lendo os manuais da W3C. Pode ser um começo meio hard, mas é o único capaz de trazer uma base sólida e conhecimento crítico em webdesign. É o melhor manual a se seguir.
@José Henrique.
Não meu caro, eu entendi a matéria. Creio que você que não tenha entendido o meu comentário. Sei o que é um webdesigner e um programador. Sem ofensas, mas por favor, não nivele as pessoas por baixo.
“Pois para ser um web designer é preciso saber as teorias de design, acessibilidade, arquitetura de informacao, usabilidade e html e css.”
Sim, e isso era o que DEVERIA acontecer, mas infelizmente nem sempre é verdade. Foi exatamente o que eu disse, leia novamente meu comentário.
Foi uma crítica não a você (que parece ter entendido assim), mas sim ao mercado, do qual faço parte desde 1997, por dar chance os ditos “micreiros”, aos “meu sobrinho faz isso”.
Era esse meu ponto.
@Marcio B D A
É meio injusto você falar que um curso de 11 anos atrás vale como um papel higiênico. Como você espera que algo que tem mais de uma década, na área de tecnologia, possa acompanhar a tecnologia “high-end” de hoje?
É o mesmo que alguem falar que um curso de gráfica de 10 anos atrás foi inútil pelo fato de não capacitar a tecnologia de hoje…
Acredito que algumas escolas e ensinam web bem, mas devem ser direcionadas exclusivamente para isso, e não apenas como uma “matéria” de um semestre, que não cobre nem 20%.
Acredito que design gráfico e web design não se excluem necessariamente, mas exigem especialidades diferentes. A arte final de arquivo, por exemplo, é bem diferente para ambos.
E concordo com o Douglas Baldan: tem gente que aprende a programar e vira um robô em termos de design. Não adianta nada saber montar uma página sem vases de criação, manipulação e teoria das cores, equilíbrio e bla bla bla.
Ótimo artigo! O fato de não compreenderem que webdesign é uma segmentação dentro do design digital, limita o profissional a pensar somente em “criar” layouts com apelo visual e que domine “N” ferramentas.
Vejo que confundem o “criar” com o objetivo de comunicar, solucionar, vender, com o “criar” de se expressar! Aí esquecem mesmo da comunicação centrado no usuário e conseqüentemente deixando de lado áreas como AI, SEO, WebStandards e por aí vai.
Apesar ser uma segmentação do design, nem todos os princípios básicos atendem plenamente o web design por este estar utilizando outro suporte, linguagem e tecnologia. Portanto, não existirá um profissional que atuará com excelência em projetos de uma peça gráfica, motion graphics e sites.
Além de interação e dinamismo que são necessários a uma interface digital eu acrescentaria o foco em conversão de negócios, utilizando o design como uma ferramenta de inovação e estratégia.
Excelente artigo! Parabéns!
Sim, é isso mesmo! Vc escolheu as palavras certas. Complemento apenas que a área do Design Gráfico que mais se aproxima do Web Design é a sinalização. Justamente por tem que se ater com conceitos de padrões, acessibilidade e usabilidade. Excelente matéria!
gostei da linguagem dessa matéria, amo de design só que tudo que agente lê por aí é chato
Excelênte artigo, tem muito a se discutir sobre isso, sou webdeveloper e ainda acho que falta encontrar o ponto onde design termina, não podemos exigir de um webdesign que o mesmo domine todas as tecnicas para desenvolver uma página tabless por exemplo, pois envolve muita técnica que não seria talvez adequado a “criação”, por exemplo, arquitetar a estrutura de css, convensão de nomes etc… Também tem a questão da arquitetura de informação, como arquitetos, eles tem o estudo, perícia e experiência para elaborar uma navegação adequada, porém o webdesigner não pode se limitar a essa arquitetura como também não pode fugir. Atualmente trabalho com alguns frameworks, alguns em javascript, ai entra outra história, acessibilidade e navegabilidade com design considerando as possibilidades de encolher as coisas, expandir menus e uma série de recursos. Tenho por experiência que o mais adequado a se fazer é expor as coisas de forma clara, objetivo, metas e recursos. Onde pelo objetivo sabe-se aonde quer chegar, pelas metas sabe-se o que é necessário para chegar lá e os recursos, o que tem em mãos para se fazer o necessário, assim cada um cuida do que sabe, entrosa tudo e temos um resultado final satisfatório. E Flash/Silverlight? Outra história, baseada na que já conhecemos… arquitetar um projeto multimedia da forma correta, envolve muita técnica/conceito… bom! excelênte!
Acho que você está se precipitando ao falar disso. Os cursos superiores de design gráfico tem matérias de web, e abordam todos os temas que você sita, na universidade em que me formei tive todas as matérias inclusive css, xhtml, usabilidade e etc. Vai de cada designer absover a informação ou não. O designer gráfico tem muito mais base sobre composição e conceitualização do que um cara que faz um curso de web design, java, sql e etc! E se é para fazer comparação, quantos “profissionais” desse ramo se aventuram e acham que sabem alguma coisa de materiais graficos e criação de “logos” e identidade visual…
Design = processo + planejamento + conceitualização
ótimo artigo. só não concordo com a parte em que vc diz que o designer gráfico só está preocupado com o visual. pois não é verdade! e na construção de layouts impressos, também existem regras e conceitos a serem considerados assim como no webdesign..
“Acostumados a tratarem apenas do visual, deixam de lado a premissa mais importante da web hoje, o UCD(design centrado no usuário), que trata-se em priorizar os diferentes tipos de usuários avaliando suas capacitações e limitações.”
Todo o bom design é centrado no usuário seja ele de produto, gráfico ou digital.
Concordo em partes com o que foi escrito. Cada profissional tem que trabalhar na área que tem experiência, contudo, acho essa mania de categorização (comum no ser humano) exagerada em certos momentos e tende a se tornar um pouco separatista. Ao afirmar que um designer não é web designer deixa em aberto a recíproca ou mesmo a relação com o design de produto. Da mesma forma que o web designer tem que seguir uma série de padrões, os designers gráficos e os designers de produto também tem. Cada qual segue os padrões da sua área.
A grosso modo, vejo o web design muito próximo de design gráfico pois ambos atuam de forma semelhante, ou seja, ambos são vistos graficamente pelo usuário final. Enquanto na web tem a preocupação no ‘UCD’, na área gráfica também temos que nos preocupar em como a mensagem será vista pelo leitor. Temos que pensar no tamanho das letras, cores e contraste, tendo em mente qual será o papel e tipo de impressão usados. Os ajustes de cores mudam gritantemente entre um anúncio de jornal e de revista, por exemplo.
O usuário de um site está a um click de outro. Basta o leitor da revista virar a página e o trabalho do designer gráfico passou batido. Sem contar que não controlamos o ambiente em que a pessoa estará lendo: talvez esteja lendo tranquilamente em casa, ou numa sala de espera, ou de pé no metrô. É necessário fazer mágica para que a mensagem seja passada com um simples passar de olho. Obs.: Hoje em dia todo mundo tem pressa, tanto é que jornais como o Destak e o Metro tem notícias curtas e formato pequeno, pois assim você consegue ler durante o trânsito. Sem contar nos casos como sinalização e mídia externa, que temos que contar com a luminosidade do local, as condições climáticas, a distância do leitor e o tempo que ele ficará “exposto” a placa.
Não vejo problemas em ver profissionais migrando de área ou mesmo atuando em duas, desde que ele realmente entenda de design e que se dedique a conhecer mais da outra área. Acontece que na última década apareceram tantos cursos de “design” (web, gráfico, etc) que ensinam apenas a usar ferramentas, que dá até desânimo. O problema é que as duas áreas (web e gráfico) não tem barreiras de entrada. Basta aprender a usar uns dois ou três programas e qualquer um consegue fazer algo, mesmo que porcamente.
Ótimo artigo, mas convenhamos que saber os dois é muito bom, trabalho com ambos e o design gráfico me ajudou muito para montar layouts e trabalhar com posicionamento e criar efeitos.
Excelente artigo.
Temos uma empresa X que tem designers próprios, estes estão a fazer tudo desde folhetos a roupa … um dia decidem fazer um site e esses mesmos designers opinam em tudo desde cores ao layout. Fazem a tal página de entrada em flash, não querem links sublinhados … enfim um autêntico pesadelo !
Um problema coloca-se: como se explica a um designer ou ao responsável da empresa que um designer não é web designer ?
ótimo post !!!
O pior é quando acham que o designer é programador e analista de sistemas.
É engraçado. Nas “regras” do blog, é possível ler: “Comentários com ortografia abusivamente incorreta (ex: “miguxês”) serão deletados”.
Num post sobre fontes tipográficas, no entanto, o autor do post (talvez o mesmo “autor” das regras) escreveu beneficiente, quando na verdade era beneficente.
Só uma observação.
Um abraço, miguxo!
Pedro
A questão não é se o designer gráfico é um web designer ou não. A questão é se ele é um bom profissional.
Se você quiser trabalhar com o design de QUALQUER coisa, seja um livro, uma revista, uma embalagem, um site, você deve entender todas as particularidades de cada meio. Os webdesigners nada mais fazem do que adaptar as regras já usuais de comunicação visual ao meio eletrônico. Ou será que o cerebro do ser humano sofre uma distorção ao sentar em frente a um computador? Ninguém percebe que o processo de arquitetura da informação é usada há anos em todo tipo de criação, só que sem esse nome?
Fica parecendo que o webdesign é uma ciência oculta, restrita a poucos escolhidos. Ele, obviamente, depende de um tipo de conhecimento específico, mas se for assim vamos ter que definir os designers em "magazine designer" , "logo designer" e por ai vai….
Picareta é que não pode ser webdesign.
Acho que sua tentativa de explicar a diferença entra as áreas de atuação dos designers não foi feliz.
Penso que podemos comparar com um médico e suas especialidades. O geriatra estuda medicina e se expecializa, assim como o pediatra e o dermatologista, mas todos tem o conhecimento aprofundado sobre medicina, como deveria ser no caso de quem se denomina designer de qquer coisa.
Além disso qualquer bom designer sabe da importância de estudar o publico alvo, a mídia e a linguagem utilizadas entre tantas outras coisas, quando se inicia um novo projeto.
Se voce é um designer e é a primeira vez que faz um site, prepare-se tem muito oq aprender.
Um Trackback
[...] O projeto de uma interface para web interage com muitas outras áreas além da visual, como é de costume na produção de um cardápio ou de um flyer ou uma peça gráfica em geral. É nessa linha que surgem os primeiros tropeços da falta de informação destes pseudo- webdesigners. [...]
Regras
Antes de comentar, por favor atente-se as regras abaixo:
Os comentários neste artigos assim como em qualquer artigo deste blog não necessáriamente refletem a opinião dos autores e donos deste blog, como consta na Política de Privacidade e Uso deste blog.