Design e experiência – parte 1
Neste artigo sobre design de interfaces, o novo colunista Fernando Rossetto fala sobre a importância do UX design no desenvolvimento de sites.
Foi se o tempo em que o web designer era responsável somente pelo desenvolvimento criativo de uma interface, pela produção das páginas e por fim, pela codificação. E, pra quem tem dúvidas do que eu falo é só fazer uma pesquisa básica sobre o que as agências digitais esperam de um web designer.

Criatividade não é um pré-requisito
Para realmente atingir o máximo do potencial de um site, o criador, precisa ter sensibilidade o suficiente para entender a harmonia dos objetos e deixar o lado humano em grande evidencia. Quanto mais humano o canal de comunicação é, melhor será o resultado. Como todos devem saber, percebemos o mundo por meio dos nossos sentidos (visão, olfato, paladar, audição e tato), explorar os sentidos do usuário final é o que chamo de design pensado para interfaces ou UX design.
Erros comuns em design para web é transformarmos uma interface/site em complexos painéis de controle. Aí que entra o X da questão, será que realmente é tanta interação ou informação?
Um design bem feito é o que guia o usuário as informações que procura, ou seja, a interface deve agir no inconsciente do internauta. Normalmente nada é mais importante que o conteúdo, lembrando que cada caso é diferente, entretanto, em principio é assim mesmo.

Antes de começar o projeto uma pergunta deve ser respondida, será que o internauta visitará o site atrás de informações ou para apreciar o funcionamento do mesmo, questionar por que não foi feito em Ajax ao invés de Ruby on Rails!?
- 1. Dê ênfase ao conteúdo de alta qualidade (sem medo de fazer de maneira marcante)
- 2. Trace a navegação de com base no próprio conteúdo do site
- 3. Aproveite o vazio do site de modo eficiente, use bloco de informações
- 4. O que é desnecessário deve pular fora da interface
Neste ponto devemos pensar no seguinte: sempre lidamos com terceiros, por isso que um projeto bem pensado em cima do objetivo e usuário final contribui para o sucesso do projeto. O design pensado constitui no modo/porque dos elementos usados, nada deve ser por acaso, sem caprichos pessoais. Nem sempre o usuário entra em um site simplesmente para aprecia-lo, em quase todas as situações existe um motivo. Em cima desta metodologia, o simples passa a ser o difícil.
De fato, é o que realmente importa um projeto de interface é ênfase nas informações a serem comunicadas. É nosso dever como designers de interface para web analisar todos os pontos a fim de criar uma experiência perfeita (ou quase) para o usuário. O design pensado constitui em não usar elementos simplesmente para agradar visualmente, vai muito mais além disto, devemos não só agradar os olhos levar e sim levar em consideração todos os meios de percepção que o ser humano tem (lembra quando falei dos sentidos?). Ninguém percebe o mundo simplesmente com o olhar não é!? Tenho convicção que isso não é tarefa simples, entretanto cabe a nos designers desvenda-las.
E desvenda-las como? O estudo do comportamento virtual do usuário realmente é necessário, não digo que um designer de interface deve ser psicólogo ou coisa do tipo, mas é obvio que é importante conhecer o comportamento de quem irá usar o seu produto. No nosso caso o site!
Atualmente, simplificar é a palavra chave. Nessa onda de simplicidade é importante analisar todos os passos que são necessários para se chegar ao objetivo, com isso podemos eliminar ou incluir novos passos, sempre objetivando o usuário.
Esse check list básico pode ser de grande ajuda
- Listar as qualidades da interface, focando ainda mais em melhorá-la;
- Corrigir os erros identificados pelos usuários já adeptos;
- Vivenciar a necessidade real da mudança;
- Nunca levar em conta a primeira idéia, a partir da idéia inicial desenvolva outras;
- Antes de concluir, solicitar opinião de pessoas leigas (não envolvidas diretamente ou indiretamente na criação). Você pode colher informações importantes.
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Fernando Rossetto é desenvolvedor de interfaces formado pelo Centro Universitário Senac. Sua area de estudo gira em torno de desenvolvimento de intefaces, web 2.0, web 3.0 (semântica), arquitetura de informação, usabilidade e ergonomia em interfaces.
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