Ser designer é muito mais do que saber alguns truques de Photoshop e Illustrator, ser designer requer muito estudo e muita exercitação. Nesta série de posts vou falar sobre os elementos fundamentais do Design, do ponto a função.

Os elementos da forma

Antes de tudo, é importante entender que o design trabalha com formas. Forma vai desde um simples ponto até uma complexa ilustração, e é de vital importância conhecer e compreender todos os elementos da forma para que possamos usá-los a nosso favor.

Neste caso estou usando como base a classificação de Wucius Wong (Princípios de forma e desenho) dos elementos da forma. O autor classifica os elementos do desenho em 4 grupos:

  • Elementos conceituais:
    • Ponto,
    • Linha;
    • Plano,
    • Volume.
  • Elementos visuais:
    • Formato
    • Tamanho;
    • Cor;
    • Textura.
  • Elementos relacionais:
    • Direção;
    • Posição;
    • Espaço;
    • Gravidade.
  • Elementos práticos:
    • Representação;
    • Significado;
    • Função.

Ponto

O ponto é o elemento mais simples do design. Geometricamente, um ponto é um par de coordenadas X, Y, ele não possui massa alguma. Do ponto de vista gráfico, no entanto, denomina-se ponto tudo aquilo que é pequeno em relação aos elementos que o cercam e possui um formato relativamente simples.

Um ponto, mesmo sendo um pequeno elemento, pode ter grande influencia em uma composição. O ponto pode ter uma identidade própria ou pode se fundir a composição trabalhando na construção de uma história. O ponto que se forma na intersecção de duas linhas diagonais é interpretado como um alvo, o “X do mapa”.

Linha

A linha é uma sequência de pontos, pode ser interpretado como a conexão de dois pontos ou como um ponto em movimento. A linha é mais dinâmica que o ponto, pois gera a sensação de movimento, isso nos permite manipular o sentido de observação de uma peça gráfica através da distribuição das linhas.

A fluidez de um traço vai depender antes de tudo de sua espessura; uma linha fina e suave simboliza um movimento rápido e delicado, já uma grossa e irregular expressa o oposto. É importante lembrar que quando uma linha adquire certa espessura, passa a se comportar como plano; assim como o ponto, a espessura máxima de uma linha vai depender do contexto em que ela esta inserida.

A linha deve ser fina, ou se comportará como plano.

A continuidade da linha também influencia na leitura da mesma. Uma linha contínua permite que o olho vá de uma extremidade a outra rapidamente, já uma linha tracejada causa pequenas “pausas” em sua leitura, ou seja, demoramos mais tempo para ir de uma extremidade a outra. No caso de uma linha irregular, o tempo de leitura é maior ainda.

A fluidez da leitura vai sendo alterada conforme a linha é modificada.

Plano

Quando várias linhas se agrupam, forma-se o plano, uma superfície com largura e altura. Um plano com limites define uma forma. O plano pode de qualquer cor, liso ou áspero, opaco ou transparente, etc.

O plano é a linha em movimento. A diferença entre um plano e uma linha espessa é o tamanho; o plano deve ser grande em relação aos pontos e linhas presentes na composição. Saber definir proporções é essencial para executar bons trabalhos, uma vez que a linha não é “lida” da mesma forma que o plano.

Volume

Todo objeto que possui profundidade tem volume. Para representar tal profundidade em um plano bidimensional (folha de papel, tela de computador, etc) são usadas convenções gráficas.

A perspectiva linear é um dos artifícios usados para simular volume; nosso olho percebe os objetos em primeiro plano maiores, e a medida que estes vão se afastando, os percebemos menores. Outro artifício usado é a variação da espessura da linha, pois à medida que os objetos se afastam, a linha é mais fina (usado muito em quadrinhos).

Além disso, são usados efeitos de sombras e redução de foco, ou seja, o fundo vai se tornando mais difuso conforme se afasta do primeiro plano.

No próximo post elementos visuais da forma!

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