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Teoria básica do design – Direção, posição e espaço

Por | 25 de janeiro de 2012 | Tags: , , , , , | 6 Comentários

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Continuando a série de design básico, o assunto de hoje é direção, posição e espaço.

Direção

A direção de um objeto esta ligada a sua posição dentro de uma moldura, do modo que é visto pelo o observador e dos formatos adjacentes a ele.

Posição

Posição se refere à relação entre determinada forma e a estrutura ou moldura que o cerca. A posição das formas tem uma relação direta com o sentido de observação da composição e seu equilíbrio visual1, uma vez que elementos mal posicionados criam desarmonia visual.

Há inúmeras maneiras de posicionar um elemento gráfico dentro de uma composição, mas é preciso ter cuidado para desequilibrar o projeto. Antes de tudo é essencial ter em mente que cada forma tem um determinado peso visual, e que para se obter equilíbrio nenhum lado pode ser pesado a ponto de não receber um suporte do outro. Vejamos no exemplo.

Na primeira composição a forma à direita tem um grande peso visual dentro do retângulo em que foi posicionado, como o outro não apresenta peso suficiente para compensá-la, o retângulo parece “cair” para a direita, isso representa falta de equilíbrio visual.

Já nesta imagem, uma pequena alteração foi feita. No lado esquerdo foi inserido um elemento igual aos demais, só que em um tamanho menor. A repetição da forma faz com que o olhar do observador seja “resgatado” do lado direito, ou seja, mesmo um lado apresentando uma forma muito mais pesada, outro elemento bem posicionado garante equilíbrio a imagem.

Esta é uma das razões de ser tão complicado criar boas composições minimalistas. Dispondo de poucas formas para distribuir, é preciso um longo estudo de posicionamento, uma vez que o menor erro na posição gera forte desequilíbrio visual.

Espaço

Qualquer forma ocupa um espaço, que pode ser real ou ilusório, sugerindo tridimensionalidade/profundidade. Por isso podemos trabalhar tanto com espaços cheios (preenchidos por elementos gráficos) como com o vazio.

Para determinar a ocupação espacial de uma composição, temos que considerar o enquadramento, margens, contornos e sangramentos presentes no projeto.

O enquadramento refere-se às condições criadas para a correta interpretação de uma mensagem gráfica. O enquadramento engloba a delimitação através de margens e contornos.

As margens têm muita influencia na forma como vemos o conteúdo. Uma margem cercando determinado conteúdo faz com que ele fique restrito aos seus limites, preso dentro de sua própria moldura. No design moderno (e também na arte) as margens vêm sendo cada vez menos utilizadas, pois assim os designers conseguem dar a impressão de que o conteúdo invade o nosso mundo, e não fica restrito a base em que foi impresso.

Margens grandes e simétricas adicionam formalidade à imagem, obtêm-se assim a imagem contra o fundo, de forma bem nítida. Um sangramento total (quando a imagem ocupa toda a folha, sem nenhuma margem) oculta o fundo, dando a impressão de que a imagem é mais ativa e maior. Finalmente, uma imagem parcialmente sangrada garante mais dinamismo e menos formalidade que uma imagem enquadrada em uma moldura, mas dá espaço para uma legenda ou uma caixa de texto, por exemplo.

A moldura fecha a imagem.

Como tudo no design, não existe uma regra fixa, tudo depende do contexto e da mensagem a ser transmitida.

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1 – N. do t. A posição não é o único fator determinante para o equilíbrio visual. Cor, forma, textura e muitas outras coisas garantem o equilíbrio.


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Robson Godoy

Robson Godoy é estudante de Desenho Industrial - Programação Visual da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Designer em formação, gosta de coisas simples e preza pela funcionalidade.

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