Quando chegamos de viajem e pegamos um taxi, escolhemos um dentre os vários da fila, falamos o endereço, e quando chegamos pagamos a corrida. Esse é um exemplo de serviço pontual que funciona, com o Design, no entanto, esse tipo de abordagem geralmente causa uma série de problemas.

Muitos designers gostam de trabalhar de forma a “surpreender” o cliente: fazem o briefing, estipulam um prazo e depois de X dias mostram o trabalho pronto, sem que o cliente tenha tido qualquer tipo de contato com ele.

O lado positivo dessa abordagem é que se cria uma grande expectativa sobre o cliente, deixando ele curioso sobre o que está sendo feito. No entanto, esse tipo de prática é como dar um tiro no escuro: você pode tanto fazer exatamente aquilo que o cliente imaginava como pode acabar fazendo algo que decepcione ele em relação ao seu trabalho (geralmente o mais comum de acontecer), e com isso ter que perder um longo tempo com alterações.

O processo interativo

Esse tipo de abordagem eu venho aprendendo na Universidade e também no meu trabalho, e garanto que os resultados são muito satisfatórios: inclua o cliente na sua metodologia de trabalho, não se restrinja a uma reunião de briefing e uma reunião de apresentação final, faça algumas reuniões periódicas para apresentar as ideias, mostrar os caminhos que você julga melhores para o projeto, não deixe de considerar que na maioria das vezes ninguém conhece melhor o problema do cliente do que ele mesmo.

Trabalhar de forma interativa com o cliente permite não só uma economia de tempo, mas também facilita na hora de tomar as decisões sobre quais caminhos seguir. Estabelecer um diálogo aberto e franco com seu cliente pode abrir sua cabeça para uma série de novas possibilidades, mas não espere que o cliente saiba lhe dizer exatamente aquilo que ele quer: é precisa aprender a “ler nas entrelinhas” o que a pessoa a sua frente esta dizendo em uma conversa.

Cada caso, é um caso

Um processo interativo, onde cliente e designer trabalham lado a lado é uma situação utópica, e nem sempre é possível estabelecer esse tipo de abordagem. Algumas situações (e alguns clientes) não dão margem pare esse tipo de trabalho, sendo que as vezes pode ser melhor não dar tanta liberdade para o cliente opinar no seu trabalho, pois ele pode acabar atrapalhando mais do que ajudando.

É claro, que vai chegar uma hora em que você vai ter que pedir a opinião dele (afinal, é ele que esta pagando), mas tente argumentar bastante antes de mostrar o que você já fez, explique o processo de trabalho, convença o cliente de que você esta fazendo aquilo que ele precisa, e não  o que ele quer. Ter esse jogo de cintura não é fácil, mas muitas vezes isso pode salvar seu trabalho das temidas alterações.

Bibliografia

Chamma, Norberto, Marcas & sinalização :praticas em design corporativo /  Sao Paulo, SP : SENAC, 2007 293 p.

Phillips, Peter L. Briefing: a gestão do projeto de design. Sao Paulo, SP: Blucher, 2010. 183 p.

 

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