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	<title>Design Blog</title>
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	<description>Blog de design gráfico, web design e universo freelancer.</description>
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		<title>Um espaço para designers brasileiros</title>
		<link>http://design.blog.br/geral/um-espaco-para-designers-brasileiros</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 13:36:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Canha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade design blog]]></category>
		<category><![CDATA[Design Gráfico]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma coisa que falta aqui é um espaço onde é possível encontrar designers de talento. Procurar em redes como o Behance ou Deviantart pode consumir muito tempo. E como confiar nos designers que você encontra no Google? Para diminuir esta distância entre clientes e bons designers, criamos a Comunidade Design Blog. O que é? É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma coisa que falta aqui é um espaço onde é possível encontrar designers de talento. Procurar em redes como o Behance ou Deviantart pode consumir muito tempo. E como confiar nos designers que você encontra no Google? Para diminuir esta distância entre clientes e bons designers, criamos a <a href="http://desgn.me/ls">Comunidade Design Blog</a>.</p>
<p><span id="more-5058"></span></p>
<p><a href="http://desgn.me/ls"><img src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/02/Screen-Shot-2012-02-03-at-11.27.02-AM-620x139.png" alt="" title="Comunidade Design Blog" width="620" height="139" class="aligncenter size-large wp-image-5060" /></a></p>
<h2>O que é?</h2>
<p>É uma comunidade restrita onde todo designer precisa ser aprovado para poder participar. Lá, o designer pode fazer o upload de alguns dos seus melhores trabalhos e fornecer seus dados para contato.</p>
<p>O sistema é feito para que clientes em potencial encontrem facilmente designers de sua preferência; seja um designer gráfico, web, de produto, ilustrador, diretor de arte, etc. O cliente pode optar por procurar um freelancer ou alguém pra contratar, além de buscar por cidade ou estado. Ao encontrar o profissional, o cliente pode entrar diretamente em contato com ele sem intermédio e sem cadastro na Comunidade.</p>
<p>Sim, é simples. Essa é a idéia. O diferencial está em como um designer é aprovado para poder se cadastrar na comunidade.</p>
<h2>Como eu faço para participar da Comunidade?</h2>
<p>Inicialmente, estamos apenas selecionando os designers mais interessantes para participarem da versão beta da <a href="http://desgn.me/ls">Comunidade Design Blog</a>.</p>
<p>O processo de seleção funciona da seguinte maneira:</p>
<ul>
<li>Qualquer profissional das áreas criativas pode participar: designers gráficos, web, de moda, illustradores, publicitários, fotógrafos, etc</li>
<li>O profissional (você), acessa a página temporária da <a href="http://desgn.me/ls">Comunidade Design Blog</a>, preenche os campos de e-mail e endereço do portfólio no final da página</li>
<li>Entre os dias 6 a 10 de fevereiro (as datas podem mudar!), uma equipe dedicada irá avaliar os projetos dos cadastrados e dar notas baseados em critérios pré-estabelecidos.</li>
<li>Os que atingirem uma nota média vão receber um convite via e-mail para completar o cadastro na Comunidade</li>
</ul>
<p><strong>Será uma comunidade restrita, onde todos precisam ser aprovados para participarem afim de garantir um alto grau de qualidade entre os profissionais lá presentes</strong>.</p>
<p>Além disto, ainda teremos os &#8220;designers verificados&#8221; &#8211; são designers que são aprovados e recebem nossa confiança total por prestarem um serviço de qualidade. O processo para selecionar estes designers está sendo avaliado no momento, mas os que foram escolhidos receberão um selo especial nas suas páginas de perfil.</p>
<h2>E quanto custa tudo isto?</h2>
<p><strong>É tudo de graça</strong>. Não vamos cobrar dos profissionais que tiverem conta na Comunidade e nem dos clientes em potencial para procurar os profissionais. Os clientes terão contato direto com os profissionais e não iremos intermediar nada.</p>
<h2>Quando será a data de lançamento?</h2>
<p>A princípio, dia 12 de fevereiro. Mas a data pode ser alterada, dependendo dos bugs que encontrarmos no sistema. Então fique ligado no nosso <a href="http://desgn.me/lt">Twitter</a> para mais informações.</p>
<h2>Como faço para participar da versão beta?</h2>
<p>Corre lá pra página da <a href="http://desgn.me/ls">Comunidade Design Blog</a> e preencha seus dados. Depois, basta ter paciência. Se tivermos muitos participantes, o processo para selecionar os escolhidos pode ser mais demorado.</p>
<p>E se você não for selecionado de primeira, não se preocupe! Re-abriremos as inscrições após o lançamento do site onde você pode tentar novamente.</p>
<p>Aproveite e siga o <a href="http://twitter.com/design_blog">Design Blog no Twitter</a>! Assim você fica por dentro das novidades no mundo do design, com links super interessantes.</p>.<h2  class="related_post_title">Artigos relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://design.blog.br/freelance/como-conseguir-emprego-de-designer" title="Como conseguir emprego de designer">Como conseguir emprego de designer</a></li><li><a href="http://design.blog.br/geral/regulamentar-a-profissao-de-designer-sim-ou-nao" title="Regulamentar a profissão de designer &#8211; sim ou não?">Regulamentar a profissão de designer &#8211; sim ou não?</a></li><li><a href="http://design.blog.br/geral/sorteio-adobe" title="Mega sorteio Design Blog e Adobe!">Mega sorteio Design Blog e Adobe!</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Design editorial: Mais uma possibilidade</title>
		<link>http://design.blog.br/geral/design-editorial-mais-uma-possibilidade</link>
		<comments>http://design.blog.br/geral/design-editorial-mais-uma-possibilidade#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 12:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Najara Lopes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[design editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Design Gráfico]]></category>
		<category><![CDATA[revista]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem nunca pegou um livro com uma mancha horrível e entrelinhamento apertado, ou viu uma capa de livro ou revista que você pensou “como um diretor de arte deixou que isso saísse?”, pois é, tudo isso é design editorial. Já pensou nisso? Olá pessoal, eu sou nova aqui no blog e vou falar um pouco [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem nunca pegou um livro com uma mancha horrível e entrelinhamento apertado, ou viu uma capa de livro ou revista que você pensou “como um diretor de arte deixou que isso saísse?”, pois é, tudo isso é design editorial. Já pensou nisso?</p>
<p><span id="more-5014"></span></p>
<p><img src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/design-editorial.jpg" alt="Design editorial" title="Design editorial" width="620" height="200" class="aligncenter size-full wp-image-5024" /></p>
<p>Olá pessoal, eu sou nova aqui no blog e vou falar um pouco sobre design editorial e processos criativos. Agora, vamos deixar de papo-furado e vamos ao que interessa.</p>
<p>Desde a escolha do formato, grid, tipografia, cores etc., de uma publicação, faz parte do design editorial, além de ter em vista fatores como público, porque não podemos fazer uma diagramação super despojada, com neons piscantes, por exemplo, em um livro de medicina. E é claro, as famosas, limitações técnicas e econômicas da produção.</p>
<p>Mas para quem imagina que nesse mercado só tem espaço para diagramadores ou capistas, está bem enganado, essa é uma área bem abrangente do design. Que busca desde ilustradores até programadores, agora com a vinda dos e-books, e não só para trabalhos internos, como freelas também. Esse nicho vem se tornando maior e mais independente, na medida em que cresce a demanda de materiais editoriais, como livros e revistas, além dos processos de redesign de vários materiais tradicionais.</p>
<p>Bom pessoal, espero que tenha dado para mostrar um pouquinho do que é o design editorial e aberto mais uma porta em um mercado tão amplo e competitivo quanto o nosso. E para reforçar deixo um trechinho do livro Jornalismo de revista, escrito por Marília Scalzo.</p>
<blockquote><p>Design de revista não é arte [...] Design em revista é comunicação, é informação, é arma para tornar a revista e as reportagens mais atrativas, mais fáceis de ler. Tanto quantos aos jornalistas, os designers devem estar preocupados o tempo todo com a melhor maneira ­– a mais legível – de contar uma boa história.</p></blockquote>
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		<title>Teoria básica do design – Direção, posição e espaço</title>
		<link>http://design.blog.br/geral/teoria-basica-do-design-direcao-posicao-e-espaco</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 15:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Godoy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Design Gráfico]]></category>
		<category><![CDATA[equilibrio]]></category>
		<category><![CDATA[espaço]]></category>
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		<category><![CDATA[posicionamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Continuando a série de design básico, o assunto de hoje é direção, posição e espaço. Direção A direção de um objeto esta ligada a sua posição dentro de uma moldura, do modo que é visto pelo o observador e dos formatos adjacentes a ele. Posição Posição se refere à relação entre determinada forma e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Continuando a série de design básico, o assunto de hoje é direção, posição e espaço.</p>
<p><span id="more-4920"></span></p>
<h2>Direção</h2>
<p>A direção de um objeto esta ligada a sua posição dentro de uma moldura, do modo que é visto pelo o observador e dos formatos adjacentes a ele.</p>
<h2>Posição</h2>
<p>Posição se refere à relação entre determinada forma e a estrutura ou moldura que o cerca. A posição das formas tem uma relação direta com o sentido de observação da composição e seu equilíbrio visual<sup>1</sup>, uma vez que elementos mal posicionados criam desarmonia visual.</p>
<p>Há inúmeras maneiras de posicionar um elemento gráfico dentro de uma composição, mas é preciso ter cuidado para desequilibrar o projeto. Antes de tudo é essencial ter em mente que cada forma tem um determinado peso visual, e que para se obter equilíbrio nenhum lado pode ser pesado a ponto de não receber um suporte do outro. Vejamos no exemplo.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4947" src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/Untitled-18.jpg" alt="" width="620" height="172" /></p>
<p>Na primeira composição a forma à direita tem um grande peso visual dentro do retângulo em que foi posicionado, como o outro não apresenta peso suficiente para compensá-la, o retângulo parece “cair” para a direita, isso representa falta de equilíbrio visual.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4948" src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/equilibrio.jpg" alt="" width="620" height="172" /></p>
<p>Já nesta imagem, uma pequena alteração foi feita. No lado esquerdo foi inserido um elemento igual aos demais, só que em um tamanho menor. A repetição da forma faz com que o olhar do observador seja “resgatado” do lado direito, ou seja, mesmo um lado apresentando uma forma muito mais pesada, outro elemento bem posicionado garante equilíbrio a imagem.</p>
<p>Esta é uma das razões de ser tão complicado criar boas composições minimalistas. Dispondo de poucas formas para distribuir, é preciso um longo estudo de posicionamento, uma vez que o menor erro na posição gera forte desequilíbrio visual.</p>
<h2>Espaço</h2>
<p>Qualquer forma ocupa um espaço, que pode ser real ou ilusório, sugerindo tridimensionalidade/profundidade. Por isso podemos trabalhar tanto com espaços cheios (preenchidos por elementos gráficos) como com o vazio.</p>
<p>Para determinar a ocupação espacial de uma composição, temos que considerar o enquadramento, margens, contornos e sangramentos presentes no projeto.</p>
<p>O enquadramento refere-se às condições criadas para a correta interpretação de uma mensagem gráfica. O enquadramento engloba a delimitação através de margens e contornos.</p>
<p>As margens têm muita influencia na forma como vemos o conteúdo. Uma margem cercando determinado conteúdo faz com que ele fique restrito aos seus limites, preso dentro de sua própria moldura. No design moderno (e também na arte) as margens vêm sendo cada vez menos utilizadas, pois assim os designers conseguem dar a impressão de que o conteúdo invade o nosso mundo, e não fica restrito a base em que foi impresso.</p>
<p>Margens grandes e simétricas adicionam formalidade à imagem, obtêm-se assim a imagem contra o fundo, de forma bem nítida. Um sangramento total (quando a imagem ocupa toda a folha, sem nenhuma margem) oculta o fundo, dando a impressão de que a imagem é mais ativa e maior. Finalmente, uma imagem parcialmente sangrada garante mais dinamismo e menos formalidade que uma imagem enquadrada em uma moldura, mas dá espaço para uma legenda ou uma caixa de texto, por exemplo.</p>
<div id="attachment_4951" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-4951" src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/moldura.jpg" alt="" width="620" height="414" /><p class="wp-caption-text">A moldura fecha a imagem.</p></div>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4952" src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/sem-moldura.jpg" alt="" width="620" height="414" /></p>
<p>Como tudo no design, não existe uma regra fixa, tudo depende do contexto e da mensagem a ser transmitida.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>1 &#8211; N. do t. A posição não é o único fator determinante para o equilíbrio visual. Cor, forma, textura e muitas outras coisas garantem o equilíbrio.</p>
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		<title>Geometria do design: fundamentos de harmonia gráfica visual</title>
		<link>http://design.blog.br/geral/geometria-do-design-fundamentos-de-harmonia-grafica-visual</link>
		<comments>http://design.blog.br/geral/geometria-do-design-fundamentos-de-harmonia-grafica-visual#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 12:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Babi Tubelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Design Gráfico]]></category>
		<category><![CDATA[geometria]]></category>
		<category><![CDATA[proporção áurea]]></category>

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		<description><![CDATA[A geometria é a linguagem do homem. Ela une a matemática e a beleza &#8211; a seção áurea aplicada em produtos industriais faz toda a diferença. A predileção pela seção áurea não se restringe ao senso estético no homem; ela também faz parte das relações entre as proporções nos padrões de crescimento de seres vivos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A geometria é a linguagem do homem. Ela une a matemática e a beleza &#8211; a seção áurea aplicada em produtos industriais faz toda a diferença. A predileção pela seção áurea não se restringe ao senso estético no homem; ela também faz parte das relações entre as proporções nos padrões de crescimento de seres vivos como plantas e animais.</p>
<p><span id="more-4983"></span></p>
<p><em>“A natureza humana parece preferir a figura do retângulo áureo como a mais agradável e harmoniosa figura gráfica. A proporção para a qual se convém tender é a chamada Proporção Áurea”</em> (RIBEIRO, 2000, p.151).  Outro autor também define a proporção áurea como sendo a <strong>harmonia das formas</strong>, assim:</p>
<p><em>“O poder do segmento áureo de criar harmonia advém de sua capacidade singular de unir as diferentes partes de um todo, de tal forma que cada uma continua mantendo sua identidade, ao mesmo tempo em que se integra ao padrão maior de um todo único”.</em> (DOCZI, 1990).</p>
<h2>O uso da proporção áurea nos desenhos industriais</h2>
<p>Na figura abaixo temos ilustrado as proporções áureas, as quais fazem parte da construção de qualquer artefato do desenho industrial, ou melhor, do bom desenho industrial. Aliás, essa configuração não está somente no desenho de artefatos, mas também no desenho gráfico, no desenho digital e editorial, no desenho de sinalética, etc. Baseado nisso, <strong>porque certos produtos nos chamam mais á atenção do que outros? Serão suas formas aconchegantes, harmoniosas e agradáveis? O que faz com que estes produtos sejam vistos dessa maneira pelos olhos do observador? Que atributos possuem?</strong> Autora do livro “Geometria do Design”, Kimberly Elam, relata na introdução de sua obra:</p>
<p><em>“Vi excelentes ideias conceituais acabarem prejudicadas durante o processo de realização, em grande parte devido a uma falta de entendimento, por parte do designer, dos princípios visuais da composição geométrica”</em>. (ELAM, 2010, p.05).</p>
<p style="text-align: center"><img class="size-full wp-image-4984 aligncenter" src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/proporção-aurea.jpg" alt="" width="400" height="263" /></p>
<p>Na Bauhaus da década de 20, analisavam a forma sob o aspecto de elementos geométricos básicos. Acreditavam que “<em>esta linguagem seria compreensível para todos, apoiadas no simples fato de o olho ser um instrumento universal”</em> (LUPTON, 2008, p.08). <strong> Quadrados, círculos e triângulos, são formas as quais o olho humano está acostumado a ler sem muita dificuldade</strong>. Conforme Munari (1997) existem as formas básicas, como por exemplo, o círculo, o quadrado e o triangulo eqüilátero, que a partir dessas, são geradas outras formas mediante variações de seus componentes. <strong>O processo de design segue teorias de forma e configuração</strong>. Estas são fundamentais para se projetar, visto que, sem conhecimento de morfologia, o desenhador não está habilitado a realizar tal tarefa de desenho.</p>
<p>A <strong>cadeira Barcelona</strong>, projetada por Mies van der Rohe no ano de 1929, para o Pavilhão da Alemanha na Exposição Universal daquele ano, na cidade catalã Barcelona é uma peça difícil de acreditar que foi projetada a mais de 70 anos e continua a ser apreciada e produzida ainda nos tempos atuais. <strong>A cadeira Barcelona é uma sinfonia de proporções meticulosas baseadas em um simples quadrado. Sua altura, sua largura e profundidade, são idênticas, ou seja, ela se encaixa perfeitamente num cubo.</strong> Os retângulos de couro do assento e do encosto fixados na armação de aço exibem uma proporção de retângulo de raiz de2. Aconstrução em “X “das pernas da cadeira forma uma estrutura esquia e charmosa, ao qual a tornou um símbolo do design contemporâneo.</p>
<p style="text-align: center"><img class="size-full wp-image-4986 aligncenter" src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/cadeira_barcelona.jpg" alt="" width="450" height="450" /></p>
<p>Um exemplo de produtos que seguem estruturas básicas são as da empresa italiana <strong>Alessi</strong> a qual é conhecida por projetar produtos experimentais e avançados que são concebidos por designers de renome. Seus produtos, eventualmente, combinam funções simbólicas, práticas e estéticas. É o caso da chaleira II Cônico (1980 -1983) por Aldo Rossi (logo abaixo na proporção áurea) cujos projetos privilegiam a concepção do objeto e só depois avalia sua produção industrial. <strong>A chaleira é uma concepção unificada de formas geométricas bem definidas. Seu formato principal é o de um cone de um triângulo eqüilátero, que permite à superfície inferior aproveitar ao máximo o contato com a fonte de calor, tornando mais eficiente o aquecimento. </strong></p>
<p>A estrutura geométrica da chaleira pode ser analisada com uma malha estrutural de 3 x 3. O terço superior compõe-se da tampa e da esfera no vértice, a porção intermediária abrange o bico e a alça e o terço inferior, a base. <strong>A alça da chaleira é um triângulo reto invertido, metade de um triângulo eqüilátero e também pode ser vista como a porção de um quadrado.</strong></p>
<p style="text-align: center"><img class="size-full wp-image-4988 aligncenter" src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/alessi-72-dpi-1.jpg" alt="" width="415" height="428" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lobach (2001, p.159) lista uma série de elementos, baseado na <em>Gestalt</em>, aos quais são necessários nos projetos de produtos industriais. Este mesmo fala que <em>“o designer deve organizar os elementos configuracionais segundo um principio de configuração adequado para alcançar o efeito desejado. Com isto fica claro e evidente quão importante é a aptidão do desenhador industrial para incorporar conhecimentos de estética do objeto e estética empírica ao processo de design”</em>. Segundo Wong (1998) <strong>define forma como tudo o que é visível e tem formato, cor, tamanho, textura e que ocupe um espaço, marque uma posição e indique uma direção.</strong> Todas essas composições, juntas, constituem em <strong>elementos configurativos</strong> aos quais são de conhecimento imprescindível para o desenhador.</p>
<p>Abaixo está ilustrado um <strong>cartaz projetado po</strong>r<strong> Fritz Schleifer no ano de 1922</strong> para a <em>Bauhaus Ausstellung (Exposição Bauhaus)</em> ao qual segue idéias construtivistas da época, o rosto humano e a tipografia são representados de maneira abstrata, com formas geometrizadas e simplificadas ao qual caracteriza a era da máquina no inicio do século XX.<strong> No cartaz há a representação de um rosto geométrico ao qual está simplificado em cinco formas retangulares</strong>. A largura do menor retângulo, que representa a boca, é o módulo de medida para a largura dos demais retângulos. A tipografia, desenhada seguindo a mesma lógica geométrica do resto do pôster, ecoa as rígidas formas angulares.</p>
<p><img class="size-full wp-image-4989 alignnone" src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/2418338593_2816a7bea6.jpg" alt="" width="304" height="450" /> <img class="alignright size-full wp-image-4990" src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/bhsignet.gif" alt="" width="300" height="305" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Todas as cinco formas geométricas possuem proporções entre as larguras dos retângulos, estas variam de dimensão, conforme o desenho do rosto. Na segunda figura, está representado um rosto geométrico projetado por<em> Oskar Schlemmer</em>, como parte de um selo da Bauhaus, no ano de 1922.</p>
<p>Portanto  <span style="color: #333333;font-style: normal;line-height: 21px">Lobach (2001, p.161) enfatiza que </span><strong>as características estéticas da configuração de um produto industrial</strong> <strong>são determinadas pelos elementos configurativos, estes que são divididos em macro e microelementos</strong>. Os <strong>macroelementos</strong> são aqueles aos quais apreendidos conscientemente no processo de percepção do usuário de maneira clara, tais como <strong>forma, figura, material, superfície, cor</strong>, etc. Já os <strong>microelementos</strong> são aqueles que não aparecem de forma imediata, tais como <strong>parafusos, rebites, tarugos</strong>.  Esta provada que sociedades culturalmente mais evoluídas possuem alto senso crítico, o que as torna mais perceptíveis a esse tipo de configuração.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Teoria básica do design &#8211; Gravidade</title>
		<link>http://design.blog.br/geral/teoria-basica-do-design-gravidade</link>
		<comments>http://design.blog.br/geral/teoria-basica-do-design-gravidade#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 15:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Robson Godoy</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Design Gráfico]]></category>
		<category><![CDATA[gravidade]]></category>
		<category><![CDATA[teoria básica do design]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuando a série de posts sobre a teoria básica do design, hoje vou falar sobre a sensação de gravidade e como ela age sobre a nossa percepção. Gravidade O que nos mantém firmes no chão é a gravidade da Terra. Somos expostos a esta força durante toda a nossa vida, e isso nos faz atribuir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Continuando a série de posts sobre a teoria básica do design, hoje vou falar sobre a sensação de gravidade e como ela age sobre a nossa percepção.</p>
<p><span id="more-4923"></span></p>
<h2>Gravidade</h2>
<p>O que nos mantém firmes no chão é a gravidade da Terra. Somos expostos a esta força durante toda a nossa vida, e isso nos faz atribuir peso e estabilidade também a formas visuais.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4929" src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/triangulos-de-gravidade.jpg" alt="" width="640" height="178" /></p>
<p>É graças à sensação de gravidade que achamos o triângulo a esquerda mais estável que o da direita. Embora ambas as imagens sejam apenas representações gráficas da formas geométricas, sabemos que no mundo real, expostos a gravidade, um triângulo invertido cairia para os lados.</p>
<p>Tendo em vista que toda forma deriva do quadrado, do triangulo ou do círculo, é importante avaliar as situações em que as formas melhor se comportam.</p>
<p>O quadrado, por ter todos os lados iguais, é estável em todas as suas faces. Quando posicionado como um losango perde grande parte de sua estabilidade, mas fica ainda mais instável quando é posicionado torto em relação ao plano de apoio, pois a forma não se comporta como um quadrado e nem como um losango. É importante lembrar que sempre se deve deixar claro o sentido de uma forma. Se quiser um formato quadrado, faça quadrado, se quiser um losango, faça um losango, não um quadrado torto. Nunca deixe formas indefinidas, pois isso gera uma confusão visual, uma vez que o observador não entende aquilo que esta sendo sugerido.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4932" src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/quadrados.jpg" alt="" width="620" height="172" /></p>
<p>O triângulo é estável quando posicionado com uma de suas faces paralelas ao “chão”. O mesmo se aplica aos demais polígonos.</p>
<p>Já o círculo depende da posição em que está inserido, uma vez que é fácil dar a sensação de que a forma “rola” dentro da composição, algo que inclusive pode ser explorado pelo designer para trabalhar o dinamismo do projeto.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4933" src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/circulos1.jpg" alt="" width="620" height="172" /></p>
<p>Vejamos algumas aplicações deste princípio com tipografia:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4935" src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/caixa-de-texto.jpg" alt="" width="620" height="172" /><img class="aligncenter size-full wp-image-4943" src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/Untitled-16.jpg" alt="" width="620" height="172" /></p>
<p>Também pode-se usar contrapesos para equilibrar a composição, como no exemplo abaixo:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4942" src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/Graphic_Design_Poster_by_cube1987.jpg" alt="" width="620" height="876" /></p>
<p>Trabalho de<a href="http://cube1987.deviantart.com/"> Kasper.</a></p>
<p><strong>E você, tem algo para adicionar a este post?</strong></p>
<p>Aproveite e siga o <a href="http://twitter.com/design_blog">Design Blog no Twitter</a>! Assim você fica por dentro das novidades no mundo do design, com links super interessantes.</p>.<h2  class="related_post_title">Artigos relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://design.blog.br/geral/teoria-basica-do-design-direcao-posicao-e-espaco" title="Teoria básica do design – Direção, posição e espaço">Teoria básica do design – Direção, posição e espaço</a></li><li><a href="http://design.blog.br/geral/teoria-basica-do-design-formato-tamanho-e-textura" title="Teoria básica do Design &#8211; Formato, tamanho e textura">Teoria básica do Design &#8211; Formato, tamanho e textura</a></li><li><a href="http://design.blog.br/geral/teoria-basica-do-design-ponto-linha-plano-e-volume" title="Teoria básica do Design &#8211; Ponto, linha, plano e volume">Teoria básica do Design &#8211; Ponto, linha, plano e volume</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Sorteio &#8211; Tide Hellmeister, Inquieta Colagem</title>
		<link>http://design.blog.br/design-grafico/sorteio-tide-hellmeister-inquieta-colagem</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 17:13:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Canha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design Gráfico]]></category>
		<category><![CDATA[designer gráfico]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[sorteio]]></category>
		<category><![CDATA[tide hellmeister]]></category>
		<category><![CDATA[Tipografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Tide Hellmeister foi um dos mais importantes artistas gráfico brasileiros. Seu livro “Tide Hellmeister, Inquieta Colagem” reúne cerca de 200 trabalhos deste mestre da colagem. Organizado em três segmentos – artes plásticas, design gráfico e tipografia, o livro é uma fonte de inspiração para designers. E este livro pode ser seu de graça! Paulistano nascido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tide Hellmeister foi um dos mais importantes artistas gráfico brasileiros. Seu livro “Tide Hellmeister, Inquieta Colagem” reúne cerca de 200 trabalhos deste mestre da colagem. Organizado em três segmentos – artes plásticas, design gráfico e tipografia, o livro é uma fonte de inspiração para designers. E este livro pode ser seu de graça!</p>
<p><span id="more-4976"></span></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4977" title="Sorteio" src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/tide.jpg" alt="Sorteio" width="288" height="400" /></p>
<p>Paulistano nascido em 1942 na rua Tupi, no bairro do Pacaembu, Tide foi apaixonado desde criança por letras e colagem. Ele se orgulhava de ser um autodidata que começou a trabalhar aos 17 anos na TV Excelsior, onde foi ajudante do cenógrafo Cyro Del Nero. São 46 anos de paixão pelo grafismo, Tipografia e caligrafia. Parte deste tempo, cerca de três décadas, trabalhou em redações de grandes jornais e revistas brasileiras. Durante sete anos, ilustrou a coluna de Paulo Francis nos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo.</p>
<p>O livro traz trabalhos dos últimos anos, que Tide Hellmeister realizou no seu refúgio em Salto, interior de São Paulo, onde construiu sua casa e estúdio, embora tenha um escritório na capital. “S<em>into uma inquietação constante sobre o meu trabalho e essa minha inquietação é sobre o universo da impressão, da Tipografia, das colagens, da pintura sobre acrílico</em>”, conta ele. “<em>O que eu gosto mesmo é de trabalhar com as mãos</em>”.</p>
<p>A obra é dividida em três partes: artes plásticas, design gráfico e Tipografia. No primeiro e no último capítulos, textos em primeira pessoa do autor revelam um pouco de suas impressões, história e universo criativo. Citações de Matisse e Lamartine, entre outros, permeiam as páginas.</p>
<h2>Sorteio do livro</h2>
<p>Vamos sortear um exemplar do livro &#8220;<a href="http://desgn.me/iz">Inquieta Colagem</a>&#8221; gratuitamente no dia 26/01/2012. Para participar, basta seguir umas regras:</p>
<ul>
<li>É necessário estar seguindo o <a href="http://desgn.me/iy">Design Blog no Twitter</a></li>
<li>Promoção válida apenas para residentes do Brasil</li>
<li>Caso o ganhador não esteja <a href="http://desgn.me/iy">seguindo o Design Blog</a> no momento do sorteio, novo sorteio será feito</li>
<li>O ganhador será contactado via DM para que o endereço seja pego</li>
<li>Perfis bloqueados não poderão participar</li>
<li>Apenas um tweet por conta será aceito</li>
<li>Só estará participando deste sorteio quem publicar o tweet corretamente e estiver seguindo estas regras</li>
</ul>
<p><strong>Para participar, siga o <a href="http://desgn.me/iy">Design Blog no Twitter</a> e twitte o seguinte:</strong></p>
<blockquote><p>Quero o livro do Hellmeister que o @design_blog está sorteando! #hellmeisterdb http://desgn.me/j0</p></blockquote>
<p>O sorteio será feito dia 26/01/2012 (quinta-feira) e o ganhador será anunciado no Twitter. Boa sorte a todos!</p>
<p>Aproveite e siga o <a href="http://twitter.com/design_blog">Design Blog no Twitter</a>! Assim você fica por dentro das novidades no mundo do design, com links super interessantes.</p>.<h2  class="related_post_title">Artigos relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://design.blog.br/design-grafico/naming-o-nome-da-marca-review-e-sorteio" title="Naming: O Nome Da Marca &#8211; review e sorteio">Naming: O Nome Da Marca &#8211; review e sorteio</a></li><li><a href="http://design.blog.br/design-grafico/review-e-sorteio-logo-design-love" title="Review e sorteio: Logo Design Love">Review e sorteio: Logo Design Love</a></li><li><a href="http://design.blog.br/design-grafico/concurso-para-eleger-capa-de-livro" title="Concurso para eleger capa de livro">Concurso para eleger capa de livro</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>O que fazer antes de virar freelancer?</title>
		<link>http://design.blog.br/freelance/o-que-fazer-antes-de-virar-freelancer</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 12:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Canha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Freelance]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[freelancer]]></category>

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		<description><![CDATA[O que não falta é literatura falando de como começar a sua vida de freelancer. Livros, blogs, sites dedicados inteiramente a este assunto. Mas e o que você deve fazer antes de virar um freelancer? Será que você deve mergulhar direto neste universo de um dia para o outro? Aproveite sua vida Recebo com uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que não falta é literatura falando de como começar a sua vida de freelancer. Livros, blogs, sites dedicados inteiramente a este assunto. Mas e o que você deve fazer antes de virar um freelancer? Será que você deve mergulhar direto neste universo de um dia para o outro?</p>
<p><span id="more-4879"></span></p>
<h2>Aproveite sua vida</h2>
<p>Recebo com uma certa frequencia e-mails de adolescentes (e, em alguns casos, até de crianças) falando sobre como querem ser designers. Perguntam como devem começar, quanto devem cobrar, etc. Querem só saber de ganhar dinheiro ou preencher o tempo que eles tem disponível entre uma aula e outra. Na maioria dos casos, é apenas uma maneira de brincar de adulto.</p>
<p>Quando um adolescente de 16 anos chega pra mim e pergunta como ela faz pra se profissionalizar, a minha resposta é sempre a mesma: espere. Não adianta você querer crescer mais rápido. Acredite: <strong>ter responsabilidades e contas a pagar não é divertido</strong>. Sim, ser adulto tem seus benefícios &#8211; mas tempo vago não é um deles.</p>
<p>Inevitavelmente você vai crescer. Nunca existe um bom motivo para querer acelerar este processo (e mesmo quando há um motivo válido, ele nunca é bom). <strong>Aproveite e deixe pra trabalhar depois</strong>.</p>
<p><a href="http://claudiaregina.com"><img class="aligncenter size-large wp-image-4934" title="Aproveite a vida" src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/172795_10150095040417767_645352766_6109028_733846_o-620x413.jpg" alt="Aproveite a vida" width="620" height="413" /></a></p>
<h2>Aprenda</h2>
<p>Deixo claro que não estou dizendo que o jovem não deve querer aprender. Pelo contrário: aprender é a melhor coisa nesta época, pois é quando temos mais tempo. Só estou dizendo que, se você for jovem e está querendo entrar já pro mundo profissional, dê um tempo.</p>
<p>Vejo muito &#8220;designer&#8221; com cursinho de Photoshop debaixo do braço querendo vender design sem ter o conhecimento antes. Só por que você faz imagens fantásticas no computador, não faz de você um bom designer. <strong>Antes de procurar um emprego, busque conhecimento</strong>. Saiba o que é design. Estude bastante. E, mesmo depois de ter aprendido bastante e conseguido um emprego, nunca pare de estudar.</p>
<h2>Consiga experiência</h2>
<p><strong>Se você quiser ser freelancer, faça alguns meses (ou até anos) de trabalho em escritórios</strong>. O melhor jeito de aprender como ter seu próprio negócio é ver os seus chefes trabalharem. Seja curioso e fique sempre de olho aberto. Até nos empregos mais &#8220;chatos&#8221; que tive (trabalhos repetitivos que não excercem a criatividade, por exemplo) aprendi bastante sobre como uma empresa funciona.</p>
<p>No início da minha &#8220;carreira&#8221;, eu comecei como freelancer. Mas eu não sabia administrar meu tempo, as tarefas, meu dinheiro e meus clientes. Foi só trabalhando com outras pessoas que vi como funciona tudo isto &#8211; e acredite, <strong>não importa quantos livros você ler, tem coisas que você só aprende vivenciando</strong>.</p>
<h2>Tenha dinheiro guardado</h2>
<p>Os primeiros meses do <a href="http://www.xcake.com.br">xCake</a> foram duros. Não rendia praticamente nada &#8211; chegávamos a gastar mais do que receber. Por sorte, eu e minha esposa/sócia ainda tínhamos empregos &#8220;diurnos&#8221;. Até hoje temos dinheiro reservado para casos de emergência (falta de clientes, quebra de computadores, invasão alienígena, etc).</p>
<p><img src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/money.jpg" alt="" title="money" width="620" height="288" class="aligncenter size-full wp-image-4936" /></p>
<p>O ideal é que você <strong>tenha pelo menos 3 meses de dinheiro pra seus gastos normais guardados</strong> (pra pagar aluguel, água, luz, telefone, comodidades, etc), pois no início seus ganhos talvez não sejam tão altos.</p>
<h2>Tenha certeza</h2>
<p><strong>Este é provavelmente a coisa mais difícil a se fazer</strong> &#8211; sim, mais difícil do que aprender, guardar dinheiro ou conseguir experiência!</p>
<p>Ter um emprego normal requer que você vá ao escritório as 8 da da manhã até as 6 da tarde todo dia, faça seu trabalho lá e volte pra casa sem trazer nada consigo. Finais de semana são pra descansar.</p>
<p>Já para o freelancer, a história é outra: você pode até acordar mais tarde e se você trabalhar em casa, tem a vantagem de não precisar pegar trânsito para ir ao seu escritório. Mas as regalias param por aí.</p>
<p><strong>Você vai trabalhar o dobro de horas e ter quatro vezes mais coisas a fazer</strong>. Você não pode simplesmente &#8220;voltar pra casa e deixar o trabalho no escritório&#8221;, pois se você fizer isto não será pago. Finais de semana são para colocar aquelas tarefas atrasadas em dia ou pra pensar em novas maneiras de conseguir clientes.</p>
<p>Se no seu escritório você &#8220;só&#8221; precisava criar layouts para sites, agora você vai ter que: se auto-promover, correr atrás de clientes, fazer todo o processo de atendimento, fazer toda a parte do financeiro, cuidar de toda a parte do briefing e entender o que o cliente quer, criar o layout, codificar aquele layout, entregar, prestar a manutenção e depois repetir todo o processo novamente.</p>
<p>Você ganha mais dinheiro do que em um emprego fixo? Sim. Mas só se você realmente se esforçar. Na maioria dos casos, o salário é proporcional ao tanto que você está trabalhando (você trabalha o dobro de horas por dia e ganha o dobro do seu salário de quando era empregado). Você trabalha mais feliz sem um chefe atrás de você o tempo todo? Sim. Mas em contrapartida, você sabe que se enrolar demais, seu cliente vai te abandonar.</p>
<p>Se você tem tudo isto em mente e ainda quer ser freelancer, quer dizer que você ou é louco, ou tem um objetivo maior. <strong>E se você tem um objetivo maior que você quer acima de tudo, nada vai te segurar</strong>.</p>
<p>Boa sorte!</p>
<p>Aproveite e siga o <a href="http://twitter.com/design_blog">Design Blog no Twitter</a>! Assim você fica por dentro das novidades no mundo do design, com links super interessantes.</p>.<h2  class="related_post_title">Artigos relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://design.blog.br/freelance/tabela-de-precos-de-design" title="Tabela de preços de design">Tabela de preços de design</a></li><li><a href="http://design.blog.br/freelance/pausas-no-trabalho" title="Pausas no trabalho">Pausas no trabalho</a></li><li><a href="http://design.blog.br/freelance/quando-trabalhar-de-graca-pode-ser-bom" title="Quando trabalhar de graça pode ser bom?">Quando trabalhar de graça pode ser bom?</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Tendências no Design Web em 2012</title>
		<link>http://design.blog.br/web-design/tendencias-no-design-web-em-2012</link>
		<comments>http://design.blog.br/web-design/tendencias-no-design-web-em-2012#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 12:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Randal Maia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Web Design]]></category>
		<category><![CDATA[tendências]]></category>
		<category><![CDATA[webdesign]]></category>

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		<description><![CDATA[É notável que de tempos em tempos certos elementos se destacam no design de vários sites, em 2012 certos elementos tendem a aparecer com mais frequência. Intensificação dos &#8216;novos&#8217; recursos do CSS3. Círculos São elementos que apareceram em menus e na composição de ícones. Border-radius facilita a implementação. Text-Shadow Ajuda no contraste do text com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É notável que de tempos em tempos certos elementos se destacam no design de vários sites, em 2012 certos elementos tendem a aparecer com mais frequência.</p>
<p><span id="more-4845"></span></p>
<h2>Intensificação dos &#8216;novos&#8217; recursos do CSS3.</h2>
<h3>Círculos</h3>
<p>São elementos que apareceram em menus e na composição de ícones. Border-radius facilita a implementação.</p>
<div id="attachment_4852" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-4852" src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/circulos.jpg" alt="" width="500" height="500" /><p class="wp-caption-text">Circulos constantes no Design Web</p></div>
<h3>Text-Shadow</h3>
<p>Ajuda no contraste do text com o fundo, deve ser usado com muita inteligência, caso contrário da um ar de amadorismo.</p>
<div id="attachment_4861" class="wp-caption aligncenter" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-4861" src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/text-620x296.jpg" alt="" width="620" height="296" /><p class="wp-caption-text">Texto com o efeito text-shadow</p></div>
<h2>Javascript e mais Javascript.</h2>
<h3>Fading links</h3>
<div id="attachment_4858" class="wp-caption aligncenter" style="width: 97px"><img class="size-full wp-image-4858" src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/next.jpg" alt="" width="87" height="96" /><p class="wp-caption-text">Efeito OnHover acontece lentamente</p></div>
<h3>Layout Fluído</h3>
<p>Com o destaque que o plugin <a href="http://isotope.metafizzy.co/">Isotope</a> teve em 2011, tudo indica que os layouts buscarão cada vez mais ter um design diferenciado e que utilize o máximo de recurso para cada resolução.</p>
<p>Já faz um tempo que vem a utilização deste efeito sofrendo aumento, é suave e agradável aos olhos, tem tudo para continuar.</p>
<h2>Sites que contam histórias.</h2>
<p>Agora com destaque para o grande publico, sites que em 2011 mais conceituais e utilizados em testes, neste ano tem tudo para alavancar.</p>
<div id="attachment_4847" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-4847" src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/neymarxmessi.jpg" alt="" width="500" height="500" /><p class="wp-caption-text">Hotsite que contam histórias na globo.com</p></div>
<p>Exemplos</p>
<ul>
<li><a href="http://globoesporte.globo.com/futebol/times/corinthians/timaocampeao.html">Especial Corinthians</a></li>
<li><a href="http://intacto10years.com/">Intacto 10 anos</a></li>
</ul>
<p>Pra esse ano, é isso que tende a virar &#8216;moda&#8217; no Design Web. Mas você o que acha que pode ser tendência? <strong>COMENTE</strong></p>
<p>Como é meu primeiro post no ano, um bom 2012 a todos.</p>
<p>Aproveite e siga o <a href="http://twitter.com/design_blog">Design Blog no Twitter</a>! Assim você fica por dentro das novidades no mundo do design, com links super interessantes.</p>.<h2  class="related_post_title">Artigos relacionados</h2><ul class="related_post"><li><a href="http://design.blog.br/web-design/tendencia-no-webdesign-de-2009" title="Tendência no webdesign de 2009">Tendência no webdesign de 2009</a></li><li><a href="http://design.blog.br/design-grafico/ascensao-tipografica-o-que-faz-uma-fonte-ser-lembrada" title="Ascensão Tipográfica – O que faz uma fonte ser lembrada?">Ascensão Tipográfica – O que faz uma fonte ser lembrada?</a></li><li><a href="http://design.blog.br/web-design/como-melhorar-a-usabilidade-no-seu-layout" title="Como melhorar a usabilidade no seu layout">Como melhorar a usabilidade no seu layout</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		<title>Palestra gratuita para empresários de SP</title>
		<link>http://design.blog.br/design-grafico/palestra-gratuita-para-empresarios-de-sp</link>
		<comments>http://design.blog.br/design-grafico/palestra-gratuita-para-empresarios-de-sp#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 16:52:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Canha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design Gráfico]]></category>
		<category><![CDATA[grátis]]></category>
		<category><![CDATA[identidade visual]]></category>
		<category><![CDATA[palestra]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[A palestra gratuita com limite de vagas será em Moema &#8211; SP nesta quinta-feira, dia 19 de janeiro de 2012. Saiba como garantir a sua vaga aqui. Na próxima quinta-feira, 19, o diretor da Tre Comunicação, Kito Castanha ministrará uma palestra gratuita, na qual serão abordados temas como identidade visual e gestão de marca. Destinada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A palestra gratuita com limite de vagas será em Moema &#8211; SP nesta quinta-feira, dia 19 de janeiro de 2012. Saiba como garantir a sua vaga aqui.</p>
<p><span id="more-4958"></span></p>
<p>Na próxima quinta-feira, 19, o diretor da Tre Comunicação, Kito Castanha ministrará uma palestra gratuita, na qual serão abordados temas como identidade visual e gestão de marca. Destinada a pequenos e médios empresários, apenas 15 vagas estão disponíveis e para participar, o interessado deve se inscrever através do link:  <a href="http://desgn.me/i2">http://www.tre.art.br/palestra</a>.</p>
<p>O objetivo do evento é ajudar os pequenos empresários a alavancarem o seu negócio, focando na importância que a marca tem para consolidar a empresa no mercado. “<em>A ideia de fazer essa palestra já existia, mas antes de mudarmos de sede não havia espaço hábil para realizá-lo, agora, já possível oferecer o curso de forma adequada aos interessados</em>”, afirma Kito.</p>
<p>“<em>Para uma empresa crescer é essencial que os clientes reconheçam ela em qualquer lugar, por isso a identidade visual da marca é tão essencial. Só assim é possível se destacar dos concorrentes</em>”, conclui.</p>
<h3>Sobre o palestrante</h3>
<p>Kito Castanha é especialista em branding e professor universitário do SENAC São Paulo e da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Está há 21 anos no comando da Tre Comunicação, traz em seu portfólio marcas como Lojas Renner, C&#038;C, Itaú, Canon, Stefanini, Herbo, Markarquitetura, Grupo Muratex, Roche, Accesstage e Grupo Núcleo Ser, entre outros.</p>
<h2>Informações adicionais</h2>
<p>Data: <strong>19 de janeiro</strong><br />
Horário: <strong>19:30</strong><br />
Incrições: <a href="http://desgn.me/i2">http://www.tre.art.br/palestra</a> (15 vagas disponíveis)<br />
Local: <strong>Tre Comunicação &#8211; Av dos Carinás, 736 , Moema &#8211; SP</strong></p>
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		<title>Como a estética pode influenciar o usuário na facilidade em se usar algo?</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 12:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Babi Tubelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design Gráfico]]></category>
		<category><![CDATA[Design de Produto]]></category>
		<category><![CDATA[design emocional]]></category>
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		<description><![CDATA[Como poderia a estética de um produto influenciar na facilidade em usá-lo? Essa pergunta feita pelo autor do livro Design Emocional, Donald Norman, prova que a forma visual de certos produtos influencia a reação das pessoas em função dos objetos de consumo. Em outras palavras, produtos de formas atraentes geram apego emocional em seus usuários. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como poderia a estética de um produto influenciar na facilidade em usá-lo? Essa pergunta feita pelo autor do livro Design Emocional, Donald Norman, prova que a forma visual de certos produtos influencia a reação das pessoas em função dos objetos de consumo.</p>
<p><span id="more-4902"></span></p>
<p>Em outras palavras, <strong>produtos de formas atraentes geram apego emocional em seus usuários</strong>. Mas por quê? O que há nesses produtos, quais características possuem para que despertem esse tipo de reação nas pessoas? No decorrer do texto irá se abordar atributos que possivelmente comprovem essa teoria.</p>
<h2>A estética como fator de influencia na facilidade de uso do produto industrial</h2>
<p>Segundo Milton Ribeiro (2000, p.149) “<em>as melhores formas, as que mais impressionam, melhor se notam e de que mais facilmente nos recordamos, são as formas matematicamente determinadas como triângulo, quadrado, retângulo e eclipse</em>&#8220;.</p>
<p>Pensando na estética do produto, Norman (2008, p.75), relata “<em>quer você admita ou não, aprove ou desprovê, os produtos que você compra e seu estilo de vida ao mesmo tempo refletem e determinam sua auto-imagem, bem como as imagens que os outros têm de você</em>”.</p>
<p>A cultura material faz parte da sociedade e é um valor humano, a meu ver. Assim como a cultura, educação, de cada individuo, interfere inevitavelmente na sua escolha por certos artefatos, aos quais são determinados não somente pelo seu poder aquisitivo, mas também, por sua cultura em geral.</p>
<p>O escritor Bernsen (1995, p.10) autor de “<em>Design: Defina Primeiro o Problema</em>&#8220;, <strong>delimita design como sendo significativo em se traduzir um propósito em uma forma física ou ferramenta</strong>. Este cita exemplos dos desenhos da natureza, cujas formas constituem-se ao mesmo tempo numa expressão de propósito, economia e beleza, e que tem uma relação viva com o mundo o seu redor.</p>
<p>Entretanto os desenhadores industriais utilizam os mesmos termos para o desenho industrial: <strong>propósito</strong>. Bem como economia de manufatura e construção, beleza e interação com o usuário e relacionamento com o ambiente. O fato de que os desenhos projetados pelo homem e os concebidos pela natureza, analisados em conjunto comum seguem algo semelhante em que ambos são soluções para um problema. Ambos são imaginados de maneira semelhante, como um processo de tentativa-e-erro. Portanto o autor define d<strong>esign como a integração de seis aspectos relevantes, tais como: Propósito, produção, construção, função, beleza e ambiente</strong>.</p>
<p>No design de produtos a forma coerente e harmônica atrai olhares e curiosos. Segundo Norman (2008, p. 39) “<em>objetos atraentes fazem as pessoas se sentirem bem, o que por sua vez faz com que pensem de maneira mais criativa</em>”. Como isso faz com que alguma coisa se torne mais fácil de usar. Lobach (2001) define estética como significante de algo da percepção sensorial. Define como sendo a “<em>ciência das aparências perceptíveis pelos sentidos (por exemplo, a estética do objeto), de sua percepção pelos homens (percepção estética) e sua importância para os homens como parte de um sistema sociocultural (estética de valor)</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-4903 aligncenter" src="http://design.blog.br/wp-content/uploads/2012/01/alessi-72-dpi-.jpg" alt="" width="415" height="428" /></p>
<p>Já o dicionário da língua portuguesa define <strong>estética como a ciência do belo, a filosofia das belas-artes, bem como a harmonia das formas, seus contornos e coloridos, etc</strong>. A estética nos produtos industriais é considerada fator importante para agradar os olhos dos usuários. <strong>Porém o que faz de um produto ser belo aos olhos dos observadores?</strong> Princípios de desenho e coerência formal são base para estudo do desenhador industrial. Este possui essa ferramenta de percepção visual, ao qual o diferencia de um simples inventor de qualquer coisa.</p>
<p>Um estudo realizado no inicio dos anos 90, por pesquisadores japoneses afirmam que de fato, <strong>objetos atraentes devem ter preferência em relação aos objetos feios e isso faz com que funcionem melhor aos olhos dos usuários</strong>. Mas por quê? Um exemplo claro, é que estes pesquisadores haviam estudado inúmeros leiautes diferentes de painéis de controle de caixas eletrônicos de banco, sendo que todas essas versões eram exatamente iguais em questões de função no numero de botões e na maneira como operavam.</p>
<p>Alguns, porém tinham botões e telas dispostos de maneiras diferentes, uns mais coerentes visualmente, outros não, simplesmente eram dispostos de maneira aleatória. O resultado dessa pesquisa revelou que os usuários achavam que os aparelhos considerados mais atraentes eram mais fáceis de usar, de compreender como este funciona. Estes estudos feitos em relação à percepção dos usuários para com a estética dos objetos de uso sugerem o papel da estética no design de produto. A resposta é que está ligado com o estado de espírito de cada um. <strong>Pessoas consideradas mais felizes, geralmente demonstram mais tranqüilidade em solucionar problemas, o que por sua vez, possuem mais paciência para conhecer os produtos e usá-los da maneira adequada</strong>.</p>
<p>Baseado nesses aspectos da biologia e emoção humanas, um estudo feito pelo Departamento de Psicologia na Northwestern University, propõem a existência de três diferentes níveis de estruturas do cérebro: a camada automática, pré-programada chamada de <em>nível visceral</em>; a parte que contém os processos cerebrais que controlam o comportamento quotidiano, conhecida como <em>nível comportamental e</em> também a parte contemplativa do cérebro, ou <em>nível reflexivo</em>. Cada nível desempenha um papel diferente no funcionamento integral das pessoas, sabendo que cada pessoa possui uma maneira diferente de percepção das coisas que o cercam.</p>
<p>Segundo esse estudo cada projeto em si diferem de exigências diferentes entre os níveis. Por exemplo, o <em>nível visceral </em>é pré-consciente, anterior ao pensamento, é onde a aparência importa e se formam as primeiras impressões. Este nível é veloz, ele faz julgamentos rápidos do que é bom ou ruim, seguro ou perigoso, e envia os sinais apropriados para os músculos (o sistema motor) e alerta o resto do cérebro. Este é o fundamento do processamento afetivo.</p>
<p>Já no <em>nível comportamental </em>é onde se localiza a maior parte do comportamento humano. Suas ações podem ser aprimoradas ou inibidas pela camada reflexiva e, portanto, ela pode aperfeiçoar ou inibir a camada visceral. O <em>design visceral</em> diz respeito ao impacto inicial de um produto, à sua aparência, toque e sensação. Já no <em>nível comportamental</em> diz respeito ao uso, é sobre a experiência com um produto, porém a própria experiência tem muitas facetas, tais como função, desempenho e usabilidade.</p>
<p>De acordo com o autor um produto deve sim ser atraente. Ele também deve ser prazeroso e divertido. Contudo também tem de ser eficiente e inteligível e também ter um preço apropriado. Em outras palavras, deve buscar equilíbrio entre os três níveis de design. Vamos citar alguns exemplos vividos no dia-a-dia para exemplificar esses níveis: andar numa montanha-russa, picar e cortar carne com uma faca extremamente afiada numa tábua de madeira ou contemplar uma obra de arte. Essas três atividades causam impactos diferentes em nós. A primeira é mais primitiva, origina-se do comportamento visceral, já a segunda está no prazer em usar uma ferramenta eficiente, ao qual se referem aos sentimentos de realização de tarefas especializadas e atuam no nível comportamental. O último se origina do nível reflexivo, ao qual exige estudo e interpretação para contemplar uma obra de arte.</p>
<p>Os três níveis interagem eternamente entre si, cada um modula o outro. São um conjunto. O fato é que, tudo o que fazemos possui componentes de cognição e componentes de afeto. O cognitivo serve para atribuir significado a algo, já o afetivo atribui valor as coisas. O afeto está sempre presente, mas fato consumado é que o sentimento de afeição quer seja positivo ou negativo, interfere na maneira como pensamos. <strong>Estudos provam quando se está em estado de afeto positivo, se tem muito mais probabilidade de ser receptivo a novas idéias ou acontecimentos</strong>. O cérebro está relaxado. Este estado desperta a curiosidade, envolve a criatividade e torna o cérebro um organismo eficiente de aprendizado. Por outro lado o estado negativo reflete a atitudes ansiosas e nervosas.</p>
<p>Mas de que maneira esses níveis tem ligação com o design? Segundo Norman (2008, p.46) <strong>quando alguém está relaxado, em bom humor, é mais criativo, está mais capacitado em lidar com problemas de um equipamento qualquer, em especial se for divertido de usar</strong>. Segundo o mesmo autor “<em>os objetos feitos para serem usados em situações estressantes exigem muito mais cuidado, e muito mais atenção ao detalhe</em>”. Caso que acontece quando se está em estado negativo. O usuário reage de maneira estressada, impaciente para com o objeto. Isso torna seu uso complicado e desinteressante.</p>
<p>Mas o que faz desses produtos serem atraentes ou não? Além de sabermos que boa parte dessa percepção está relacionada com o afeto que o usuário tem do produto, existem outros fatores de desenho industrial ao quais influencia cada observador perante o produto.</p>
<p>Para se projetar um produto industrial é necessário conhecer uma série de elementos de configuração formal. Norman (2008, p.57) fala que “<em>a usabilidade descreve a facilidade com que o usuário do produto pode compreender como ele funciona e como fazê-lo funcionar. Mas se o produto fizer o que é necessário, se for divertido de usar e com ele for fácil satisfazer as metas, então o resultado é afeto positivo e caloroso</em>”.</p>
<p>O que conclui que, existem inúmeros aspectos que são percebidos pelos usuários, desde afetos emocionais até aspectos de percepção formal, que muitas vezes são inconscientes para o observador. Estes fundamentos do desenho é que são de conhecimento imprescindível para o desenhador, e é disso que precisamos saber fundamentalmente.</p>
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