Forum de Design
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Quando o cliente palpita demais

Sim, o designer precisa escutar o cliente, levar em conta suas sugestões e fazer o trabalho de acordo com o briefing. Mas não é raro que o cliente se empolgue e passe a considerar você como um desenhista, e não um designer. Ou seja, um trabalho simples pode acabar se tornando um pesadelo. O seguinte vídeo é a prova.


Fonte do vídeo

Isso prova que o designer precisa saber quando intervir e avisar ao cliente “olha, existe uma maneira mais fácil de fazer isto. Talvez você não ache interessante, mas o objetivo é informar e satisfazer aos seus clientes, e não a você como indivíduo“. Afinal de contas, o cliente nem sempre tem razão e é nosso dever educá-lo quando necessário.

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Canha

Canha é o criador do Design.blog e co-fundador do xCakeBlogs. Ele é designer e blogueiro. Arquivado na categoria Design Gráfico



8 Comentários

  1. Joana Silva
    21/11/2008 às 18:11 | #

    Gostei : )
    Achei interessante :b
    E pura verdade :S
    Qe medo xD

    *

  2. Pablo Willian
    22/11/2008 às 01:28 | #

    Muuiito bom!
    deveriamos mostrar isso aos nossos clientes tbm!

  3. Bruno Gonçalves
    22/11/2008 às 11:53 | #

    Já tive a infelicidade de passar por isso algumas vezes.

    Sempre que isso acontece, explico todas as questões técnicas para valorizar a legibilidade, proporcionar impregnância, falo de cores, tipologia, etc. Porém têm aqueles “senhor-sabe-tudo” que não adianta você querer discutir com eles. O ideal, nesses casos específicos, é fazer uma analogia, como a do eletricista exemplificada no texto “O cliente nem sempre tem a razão”, desse mesmo blog.

    No meu caso, costumo usar a profissão do médico como referência. Toda vez que estamos com um problema de saúde, vamos ao médico, de preferência em um que seja especialista na área onde a doença está se manifestando. Da mesma forma, toda vez que uma empresa tem um problema de comunicação recorre a um profissional ou empresa de comunicação, e deve fazer a escolha para atender as suas necessidades específicas, nas diversas especialidades, seja agência de publicidade, um designer, um jornalista, relações públicas, assessoria de comunicação, etc.

    Quando vamos ao médico, ele faz o diagnóstico da doença e receita um remédio ou um conjunto de remédios para combatê-la. O papel do profissional de comunicação é o mesmo; irá diagnosticar o problema de comunicação ou algum problema apresentado pela empresa e apresentará uma solução de comunicação para resolvê-lo ou ajudar a combatê-lo.

    Porém, o que geralmente acontece é que o paciente pega a receita e vai cumprir a determinação médica, mesmo que seja para ter que utilizar um supositório. Diferente disso, não é raro o profissional de comunicação apresentar uma proposta e se deparar com uma situação onde o cliente – que em quase sua totalidade não tem formação específica em comunicação, isso quando tem alguma formação – começa a fazer argumentações sem fundamentação, dar “orientações” ou solicitar mudanças que, como dizem, não tem pé e nem cabeça.

    O que é preciso ser entendido por parte dos clientes é que o profissional de comunicação, aquele com formação adequada, capacidade técnica, experiência e que zela por uma reputação – diferente dos Zé designers, dos folheteiros, dos marqueteiros, dos marreteiros, dos sobrinhos, etc –, irá trabalhar para alcançar os melhores resultados possíveis dentro das condições apresentadas. O profissional não é artista e nem fica delirando com viagens para fazer coisinhas bonitinhas e engraçadinhas, suuuuuper divertidas. Ser comunicador é profissão e por isso exige a postura adequada.

    Para que ocorra essa mudança de atitude dos clientes, ninguém melhor do que os próprios profissionais de comunicação para divulgar essa mensagem, mostrando que os trabalhos que desenvolve são coerentes, inteligentes e têm fundamentação técnica e razão de ser. Que não estão fazendo esse trabalho por hobby ou diversão.

    Só assim haverá perspectivas de um futuro melhor para a comunicação e para os seus profissionais.

  4. Emidio Miguel
    22/11/2008 às 23:51 | #

    Esse vídeo me lembrou aquele do “rosa”

  5. AnjoDigital
    24/11/2008 às 08:14 | #

    É a mais pura realidade, mas acredito que um posicionamento através de uma argumentação fundamentada nunca deve deixar de existir em nosso repertório apresentativo. Caso não seja possível infelizmente temos que dançar conforme a música, afinal temos que sobreviver…rs

  6. Cayo Medeiros aka. yogodoshi
    25/11/2008 às 08:37 | #

    Eu sempre uso essa analogia do médico que o Bruno citou mas ele o faz de uma maneira mais profunda; valeu pela dica, acabei de fazer um upgrade nos meus argumentos. =D

    E esse vídeo realmente é ótimo, já tinha visto e acho que vou criar um tinyurl pra ele para enviar pros clientes sempre que começarem a inventar moda!

    Abraços!

  7. joao
    27/11/2008 às 18:56 | #

    já postei esse vídeo no meu blog também!
    Acho que é algo porque todos os designers já passaram. No inicio de carreira é mais difícil contornar, mas com o ganhar de experiência, aprendemos a contornar a situação.

  8. MarcelGinn
    02/12/2008 às 11:57 | #

    Como designer gráfico, passo por isso pelo menos 10 vezes por dia em cada novo trabalho.
    Desde uma logomarca a um impresso o cliente literalmente viaja quando nota que o designer em questão consegue coisas que para ele seriam difíceis de criar – seja uma montagem ou mesmo a idéia – e solta toda a sua imaginação infantil contida lá no fundo de sua alma.
    Nestas horas em que você sutilmente nota que o trabalho em questão está as rédeas de se tornar um ‘monstro’ eu costumo usar de um ‘ar’ superior – como quem entende tudo e está hiper antenado com as tendências de mercado – e digo:”olha, veja bem…” seguido de termos técnicos que na maioria das vezes o cliente não entende patavinas…
    Costuma funcionar.




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