O designer é primáriamente uma criatura noturna. Dorme durante boa parte do dia, hora em que fica escondido do resto do mundo e de noite acorda para trabalhar madrugada afora. Seu principal fonte de alimento é o café, Coca Cola ou derivados da cafeína (como o guaraná), o que lhe dá uma falsa sensação de energia durante suas longas horas de trabalho.

Devido a privação do sol o designer pode ser reconhecido pela péle clara, e por causa das extensas horas de trabalho noturno ocasionalmente possuem olheiras profundas.

As ocasiões nos quais ele se encontra fora de sua toca durante o dia, ele assume uma aparência um tanto quanto peculiar. Se vestindo bem, está sempre acompanhado ou de um cigarro ou de um copo extra-grande de café quente ou Coca-Cola gelada. Com um olhar confuso, necessita muitas vezes da ajuda de um óculos de sol para proteger seus preciosos olhos dos raios solares violentos.

O designer também costuma ter um comportamento estranho quando é entregado um flyer na rua; ao contrário do resto da população que passa em média 3 segundos vendo se há algo de interesse no papel, apenas para descará-lo em seguida, o designer passa mais tempo observando como os elementos foram impressos e como estão diagramados na mídia impressa.

Analítico ao extremo, muitos se dirigem ao entregador do flyer para reclamar sobre o excesso de “splashes” ou sobre o texto inteiro em caixa-alta, se oferecendo para re-desenhar o flyer afim de ficar menos agressivo aos seus olhos sensíveis. Quando o designer é preso por repetidamente bater no entregador de flyer após o mesmo ter dito que achou o flyer “até que bonitinho” e que o mesmo “não precisa mudar por que assim chama mais a atenção das pessoas”, o designer ainda não pára de analisar o mundo ao seu redor, criticando as barras da cela sob o pretexto de que elas não estão paralelas o suficiente.

A criatura, por possuir uma vida noturna mais intensa não é um ser solitário. Muitos inclusive possuem companheiras, igualmente noturnas mas não necessáriamente designers. Inclusive, muitos dos designers preferem não ter um parceiro ou parceira da mesma espécie para não criar conflitos ideológicos, como discussões sobre o que realmente é beleza e se “semiótica é realmente tão importante assim”.

De mãos sensíveis (que constantemente são exercitadas para que o designer não fique com LER/DORT), ele têm tendência a menosprezar qualquer um que saiba mexer em Photoshop que diz que “sabe fazer desing” (sic). Briguento, porém de boa lábia, apenas os designers que mais amam sua raça conseguem defender seus trabalhos perante clientes exigentes, embora a mesma tarefa de defender seja estressante – algo que faz com que o designer seja conhecido como uma criatura temperamental e de pavio curto.

Ao trabalhar com um designer, é recomendado que a pessoa deixe-o trabalhar em paz e confiar em seu taco, afinal a grande maioria (ou seja, nem todos) sabe o que estão fazendo e entendem o que é melhor para o cliente.

Caso você encontre-se cara-a-cara com um designer em uma banca de jornais, chingando determinada revista pela péssima diagramação, mal-escolha de tipo e uma escolha horrenda de cores, sugere-se manter distância e preferencialmente sair do recinto antes que a criatura peça sua opinião que caso difira da dele, pode resultar em um designer mais estressado ainda.

(Esse é um artigo sem fins de criticismo, apenas como diversão com o designer estereotipizado. Nenhum fato foi conferido, e qualquer semelhança é mera coencidência. Mesmo.)

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