Embora para a web, fontes simples e de fácil leitura sejam recomendadas para texto corrido, uma exceção pode ser aplicado a materiais que representem a sofisticação. E não é a toa: isto é baseado em estudos científicos.

Fontes extravagantes

Uma pesquisa conduzida pela Universidade do Michigan (Estados Unidos) mostrou que se você está vendendo um produto caro, descrevê-lo com fontes difíceis de serem lidas sugere ao leitor que foi necessário mais esforço na hora de criar aquele produto. Um bom exemplo descrito no estudo são os menus de restaurantes.

O estudo – “Se é difícil de ler, foi difícil de fazer – Processar a fluência afeta a previsão de dificuldade e motivação” – usou de dois grupos de pessoas, sendo que um analisou um cardápio com fonte simples, e outro com uma fonte mais elaborada e difícil de ler. O grupo com o cardápio elaborado julgou que a habilidade do chef em preparar os pratos é significativamente maior do que o grupo que julgou o cardápio simples.

Este estudo pode servir como base para que restaurantes justifiquem seus preços altos com um menu mais elaborado e de difícil leitura. Mas não é só isso que dá um aspecto de sofisticação ao produto: descrições com palavras maiores e mais complexas também fazem com que o leitor leia vagarosamente e implique que é necessário um esforço e habilidade maior em preparar o prato.

Menu extravagante

Não é necessário dizer que o estudo não limita-se a aplicação disto apenas em cardápios de restaurantes: fontes extravagantes fazem as coisas parecerem mais difíceis. Se você quer convencer seus clientes que, para criar seu produto, é necessário vários passos tediosos e difíceis, ou que uma habilidade maior é requerida para entregar o serviço que você efetua, faça com que o leitor demore mais para ler usando uma tipografia elaborada e de difícil leitura, além de palavras grandes.

Mas cuidado!

Existe uma tênue linha entre o uso aceitável e o abuso desta dica. Texto complicado e ilegível demais desmotiva clientes a continuarem lendo. Clientes em restaurantes são mais propensos a lerem a descrição por não terem outra opção para poder escolher o prato que quiserem comer e saber o que terá na comida.

Clientes olhando flyers ou cartazes podem acabar pulando o texto. Uma sensação de sofisticação pode até permanecer mas se você abusar, pode acabar perdendo a atenção do cliente por completo.

Adaptado de: Neuromarketing
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