Tão importante quanto ter conhecimento teórico e metodológico, é conhecer e dominar o fluxo de trabalho em design, que se refere principalmente a questões técnicas, burocráticas e financeiras de um projeto.

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Um projeto de design envolve vários aspectos e várias etapas. Algumas destas etapas são bem conhecidas, como a geração de alternativas (uma das etapas da metodologia projetual), no entanto, etapas relacionadas a produção industrial da peça gráfica (ou seja, a impressão do projeto) devem ser igualmente avaliadas e consideradas durante todo o projeto, uma vez que temos que saber conciliar nossas criações com aquilo que o cliente quer (e aquilo que ele realmente precisa), o orçamento disponível e as limitações técnicas.

1. Briefing – o pedido de trabalho

Todo projeto começa com o briefing, a etapa em que o designer conversa com o cliente sobre o projeto e lista todas as informações necessárias para a criação da peça. Não cabe a este post discutir como se desenvolve um briefing, mas é importante coletar o máximo de informações sobre o cliente e sobre o projeto que será desenvolvido..

2. Levantamento de custos

Uma vez feito o briefing, é necessário calcular uma média de custos de produção (quanto será necessário o cliente desembolsar para pagar a gráfica) e definir os custos de projeto, ou seja, os custos do designer ou do escritório.

Aqui é importante que se deixe bem claro para o cliente que o valor de impressão é um valor aproximado, podendo ter variações (geralmente, para mais). O preço de projeto, no entanto, deve ser definido neste momento; até porque não há motivos para ficar enrolando o cliente em relação ao preço do seu serviço.

Nesta etapa também é interessante analisar o cliente para saber quanto ele está de fato querendo gastar, e quanto ele pode investir no projeto.

3. Apresentação e confirmação do trabalho

Nesta etapa, é necessário um certo jogo de cintura, porque é neste momento que serão apresentados os custos do projeto e o cliente decide se quer contratar você ou seu escritório (ou não).

É essencial que a apresentação sejas bem feita e bem construída. Não mostre apenas o valor do projeto, fale brevemente sobre sua empresa, seus aspectos positivos e o quê o cliente ganha fechando negócio com você e não com o concorrente.

Monte uma apresentação mostrando brevemente a agencia, um pouco do seu portfólio (só os melhores trabalhos é claro), mas seja breve. Não esqueça que o cliente quer saber quanto o projeto vai custar, não quer ficar ouvindo você falar dos prêmios que o escritório ganhou.

Uma vez apresentado o preço, explique o porquê dele. Mostre ao cliente os custos de pesquisa, procedimentos adotados no desenvolvimento do projeto e custos de execução. Manter o cliente no escuro durante todo o projeto faz com que ele acredite que você simplesmente “fez umas coisinhas bonitinhas no computador”.

Por fim, se o trabalho for aceito, assine contrato com o cliente. Não esquecendo de deixar registrado em contrato todos os detalhes do projeto, prazos, definições técnicas estabelecidas, e claro, multas por atrasos (de ambas as partes).

4. Execução do projeto

A etapa de execução do projeto costuma ser mais fechada no escritório, uma vez que o cliente ja deixou especificado o que deseja. No entanto, simplesmente mostrar tudo pronto ao cliente, nem sempre é uma boa ideia.

Quando tiver dúvidas em relação ao público do projeto, fale com seu cliente. Ele conhece o público que atende, ninguém melhor do que ele para lhe responder aquilo que você ainda não sabe. Permita ao cliente ver as etapas de desenvolvimento do projeto, isso faz com que ele perceba como as coisas acontecem, e muitas vezes ajuda a evitar a famosa frase: “Mas isso até meu sobrinho sabe fazer”.

É claro, é preciso cautela nesse acompanhamento. Nem todo cliente pode ter liberdade de ficar opinando no projeto, ou pode acabar prejudicando mais do que ajudando. Mas tudo isso é uma questão de analisar o cliente e ir percebendo qual a melhor solução.

Até o próximo post, com as demais etapas do fluxo de trabalho!

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  • Luciana Paternostro

    Robson, desculpe a sinceridade, mas seu post esta tratando de problemas periféricos e muito básicos, falta mita coisa para ser abordada, não é só isso!
    Trabalho com esta área há mais de 20 anos e como profissional do designer encontramos problemas eternos, milenares, muito difíceis de resolver na relação cliente-designer/ agencia de publicidade/ e negócios afins. Seguem alguns, embora a lista seja maior: 1. Uma falta de noção do que o cliente quer e espera de nosso trabalho;2. Mesmo que ele saiba o que quer, encontramos com muita frequencia uma enorme falha em comunicar o que ele quer com objetividade e clareza, ou seja, falhas para passar o briefing3. Idiossincrasia do cliente que acaba criando um atrito enorme na relação – ele gosta, nao gosta, etc4. Domínio de jovens com nível de estagiários, muitas vezes, aculturados e desinformados nos departamentos de marketing ou supostas áreas de marketing das empresas, avaliando nossas propostas sem propriedade, dando palites sem embasamento técnico ou conceitual, resultando  numa péssima coordenação e muita frustração. Normalmente são iludidos por designers ilusionistas que não entregam o que prometem e abandonam o cliente na primeira dificuldade que encontram… e assim  vai. Pérolas do briefing que me lembro prontamente para ilustrar a questão: 1. “Não gostei da cor, tente outras!” (me da uma pista, vai…)2. “A frase, abaixo ainda esta errada” (abaixo aonde?)3. “Vai criando o anuncio que depois eu te passo o briefing” (tá bom…)Nossa atividade é fornece algo intangível, muitas vezes o cliente não quer entender aspectos de nosso fornecimento que facilitaria demais nosso processo de trabalho. A falta de clareza, de comunicação, de compreensão de nossa atividade, de como ele pode tirar o melhor proveito dos nossos serviços e outros tantos fatores que permeiam esta relação, geram inúmeros retornos de layout e com isso vamos perdendo dinheiro, tornando a atividade pouco rentável e interessante. fazemos por amor a arte, por empolgação para criar, mas este processo todo pode matar este interesse, alem de não gerar material interessante para nossos portfólios.  Acompanho o site e minha sugestão para o Canha, é que profissionalizem as matérias com assuntos relativos ao negócios de nossa atividade. Abraços

    • http://www.facebook.com/people/Robson-Godoy-da-Rosa/1383416035 Robson Godoy da Rosa

      Ola Luciana!
      Bem, talvez algumas coisas não tenham ficado bem esclarecidas!
      Primeiro, esse artigo é a primeira parte de um assunto bem extenso, que ainda vou abordar em mais um ou dois artigos futuros. Segundo, é impossível, em apenas um post, abordar todas as questões referentes a integração cliente/designer, fora o fato de que essa não era a principal função deste texto, mas sim esclarecer as etapas do fluxo de trabalho de um projeto do ponto de vista mais técnico, e não focando em geração de alternativas e afins, como se encontra em vários outros blogs.
      É claro que esse processo de trabalho  é sujeito a alterações e problemas ocasionados por problemas de comunicação com o cliente, afinal, estamos trabalhando com pessoas, e como um professor meu sempre diz: “pessoas são complicadas”.
      Mas acho interessante você ter colocado sua opinião aqui, e espero que com os próximos artigos desta série possam atender melhor as suas expectativas e de todos os leitores aqui do blog!
      Abraço!

  • Luciana Paternostro

    Que bom! De fato é bem importante abordar estas questões que são chaves para o sucesso ou o insucesso do negócio do design. Abraços!

  • Hildo Antônio

    Robson parabéns pelo artigo sobre criação de design, muito bom essas informações.

  • Pingback: Fluxo de trabalho em design – Parte 2 - Design Blog

  • Pingback: Como o dinheiro interfere na criatividade do designer - Design Blog

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