O papel é o principal suporte utilizado no design gráfico. Conhecer suas características é de vital importância para qualquer projetista gráfico.

Fabricação do papel

O processo completo de fabricação do papel é longo e muito detalhado, sendo assim não cabe a este post discuti-lo a fundo. No entanto, sempre é bom termos uma noção de como o material é produzido.

O processo começa com a derrubada das árvores, que são cortadas e transportadas até a fábrica. Chegando a madeira é preparada, passando por um processo de limpeza, que inclui a lavagem e retirada das cascas, para depois ser picada em tamanhos específicos. Após isso os cavacos são cozidos a alta temperatura, para se obter a pasta mecânica. Essa pasta “crua” é usada na fabricação de papéis mais baratos, como o kraft, jornal, etc, que são papeis com baixa adição de aditivos.

O próximo processo é a adição de aditivos à pasta mecânica  A partir do momento que a pasta começa a ser tratada com alvejantes (que a deixam mais branca) ela é chamada de pasta química. A pasta química gera papéis de qualidade superior, como o sulfite e o couchê.

Resumidamente o processo de fabricação é esse, mas é claro que existem muitos outros processo envolvidos na fabricação que eu não citei aqui.

Propriedades do papel

O papel possui uma série de propriedades, e conhecê-las é imprescindível para qualquer designer gráfico. Algumas dessas propriedades tem grande influencia na hora de definir o tipo de papel que será utilizado, além de que algumas vezes aquilo que planejamos pode não ser viável de ser produzido.

Gramatura

A gramatura refere-se ao peso do papel, e é expressa em gramas por metro quadrado (g/m²). Uma folha de sulfite usado em impressoras caseiras, por exemplo, costuma ter 75g/m². As gramaturas mais comuns são 90g/m², 120g/m², 150g/m², 240g/m², 250g/m² e 300g/m².

Sentido da fibra

O sentido da fibra do papel é determinado pela forma com que ele passa na máquina de fabricação. Em livros, o ideal é que a fibra fique paralela ao sentido da lombada. Na impressão o ideal é que impressão e fibra sigam o mesmo sentido. Em geral, é muito mais fácil fazer dobras paralelas as fibras do que no sentido contrário, o que pode influenciar bastante em um projeto cujas dobras seja mais delicadas (como um paper toy, por exemplo).

Corpo do papel

O corpo do papel é a sua espessura, sendo muito importante principalmente na impressão de livros, onde um corpo muito elevado torna o material muito grosso (o que pode implicar em custos maiores de transporte, fabricação, etc).

Outro detalhe referente a esta propriedade, é que corpo e gramatura não são a mesma coisa, ou seja, um papel de uma mesma gramatura pode ter diversos corpos diferentes. Em impressões com letterpress, por exemplo, o ideal é usar um papel corpo elevado mas gramatura não tão alta.

Tonalidade

Cor do papel. Quando se refere a cor, sempre é bom conferir em catálogos (muitas empresas fornecem catálogos gratuitos, algumas até enviam pelo Correio), para se ter maior fidelidade de cores e segurança na hora de escolher.

Opacidade

Transparência do papel. O papel vegetal, por exemplo, tem uma opacidade bem baixa, sendo bem transparente. Importante lembrar que papeis transparentes costumam suportar uma carga de tinta menor que os demais.

No próximo post vou abordar alguns problemas técncos comuns com o papel.

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