Um livro não precisa ser uma massa de texto blocado com hífens rasgando em suas margens. E memorandos, relatórios financeiros? Com devem ser?

Um exemplo que pode ser aplicado ao “design experimental” é o trabalho de Cristina Myung Sun Gu. Na verdade não sei porque ela categorizou como sendo um projeto experimental (palavras dela), mas tudo bem. Acontece que esse trabalho fez parte de uma apresentação de tese em conjunto com George Perec em “A Man Asleep” e possui várias camadas de significado e interpretação, tipografia, layout, edição, produção, etc etc. Uma verdadeira aula de misturas inusitadas (outras nem tanto) em uma obra de arte gráfica.

Funciona assim: o livro, escrito em segunda-pessoa (!) foi dividido em três partes, sendo cada um deles representado por um dos três livros do conjunto (três partes, três livros). Para Cristina Sun Myung Gu cada decisão que ela tomava para o projeto, fornecia um outro ângulo para a interpretação e transmissão da história.

Veja o resultado:

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Você teria coragem de tomar um projeto assim?

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