Na parte final da série “Filosofia e Design” (leia aqui a primeira parte e a segunda) você vai aprender a usar a filosofia para melhor entender a metodologia do design. Já falamos sobre a filosofia, analisamos o que é a filosofia do design e examinamos 3 dos 5 sub-componentes centrais da filosofia do design. Vamos falar dos outros 2 e concluir o artigo.

4) Prototipagem – Estando sempre preparado para ajustar e adaptar
Prototipagem é a antecipação de cenários possíveis ou soluções que melhoram significativamente ou exponencialmente uma solução de concepção específica. Em certos casos, envolve a construção de protótipos de estudos hipotéticos para determinar novas maneiras em que um projeto de design já existente pode ser ajustado para oferecer soluções melhores e mais abrangentes. O desenvolvimento de softwares online open-source, tais como Linux, Eclipse, Apache e Mozilla são exemplos de protótipos publicamente documentados. Esses protótipos não são convencionais, mas são exemplos funcionais de software destinados à ajuda e melhoramento contínuo da nossa maneira de acessar a internet e experiência com computadores. Cada versão futura do design/software é baseado nas bases do modelo anterior.
O método mais popular de prototipagem no mundo do web design é o Protótipo de Modelo Visual (conhecido também como “website mock-ups” ou “mock-ups de sites”). Ele capta o design estético pretendido através de uma simulação de cor e aparência da idéia proposta sem incluir nenhum aspecto de funcionalidade do produto final. Há fortes debates na comunidade de design sobre a sua utilidade real e muitas vezes foi chamado atenção aos web designers para que façam mock-ups na marcação correta (por exemplo, não fazer no Photoshop e sim em CSS). Parece que está havendo uma mudança gradual em direção do Protótipo de Modelo Funcional – uma tentativa prática de simular o design final através de uma adesão estrita à estética e funcionalidade. De qualquer forma, o protótipo é uma ferramenta útil na filosofia do design para melhor conceituar como as idéias existentes podem ser expandidas e aplicadas para resolver uma ampla gama de problemas.
5) Trendspotting* – Mantendo-se atualizado
Tendências são uma parte inseparável da filosofia do design contemporâneo. Eles definem a complexidade artística e técnica de uma indústria e determinam se seu negócio está a par com os últimos desenvolvimentos no mundo do design. Um elemento frequentemente negligenciado na filosofia do design, o objetivo do trendspotting* é fazer anotações mentais de vários estilos estéticos / técnicos no design enquanto eles são incorporados nos seus projetos de design.
Tendências servem como uma base incrível para se criar idéias paralelas (spin-off). Elas incentivam a consistência criativa permitindo ao mesmo tempo que designers forcem as fronteiras destes estilos predominantes, na esperança de conseguir um projeto que é único e amplamente usado. Um exemplo deste fenômeno é o aumento do uso de elementos desenhados à mão no design. Desenhos feitos à mão estão rapidamente se tornando uma característica integral estética de muitos sites – é uma tendência crescente que incentiva designers a explorarem a beleza e flexibilidade da ilustração à mão livre.
(* – Trendspotting é a habilidade de identificar novas tendências)
Conclusões finais – Filosofia é sua amiga
Como designers, muitas vezes estamos mais interessados em aplicar novas idéias de design ao nosso trabalho do que em estudar a natureza de existência destes conceitos e como eles podem ser aplicados de forma construtiva. A filosofia do design é sobre analizar a prática metodológica do design em vez do design em si mesmo. Ela exige uma reformulação de todo o fluxo de projeto de trabalho de maneiras que permitem aos designers utilizarem melhor os recursos à sua disposição.
Espero que gostaram deste artigo tanto quanto eu gostei. Dúvidas ou complementações? Deixe um comentário.



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